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Apesar da pandemia, Tocantins segue tendência positiva no saldo de empregos

Em um ano, o Estado teve dez meses com mais contratações que demissões, sendo que em abril de 2021, a variação ficou em 0,70%; em todo o País foram 120,9 mil empregos criados no més passado


Por Jornal do Tocantins

27/05/2021



Em um ano, mesmo em meio à pandemia, o Tocantins teve um saldo de empregos positivos em dez meses, com o mês passado chegando a variação de 0,70%. Em média, de abril do ano passado para abril deste ano, nos meses de variação positiva tiveram saldos entre 1,2 mil e 2,1 mil novos postos de trabalho. Somente os meses de abril, maio e dezembro do ano passado que tiveram mais demissões que contratações. Esses dados são do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira, 26, pelo Ministério da Economia.


Conforme o Caged, somente de janeiro a abril de 2021, o Estado teve uma variação positiva de 3,69%, com 28.287 adminicules e 21.468 desligamentos, resultando na abertura de 6.819 novos postos de emprego. Somente em abril, o Ministério da Economia identificou um alto de 1.336, devido a 6.409 contratações e 5.073 desligamentos no mês.

Confira como foi o saldo de empregos de abril de 2020 a abril de 2021:

  1. mai/20: - 1.350

  2. jun/20: 1.204

  3. jul/20: 1.692

  4. ago/20: 2.137

  5. set/20: 2.030

  6. out/20: 1.382

  7. nov/20: 1.019

  8. dez/20: - 44

  9. jan/21: 1.542

  10. fev/21: 2.577

  11. mar/21: 1.364

  12. abr/21: 1.336

Brasil cria 120,9 mil empregos com carteira assinada em abril


Em abril deste ano, nacionalmente, o número de trabalhadores contratados com carteira assinada foi superior ao de demitidos, embora a geração de postos de trabalhos formais tenha ficado abaixo do resultado do mês de março. Segundo o Ministério da Economia, em abril, houve 1.381.767 admissões e 1.260.832 desligamentos no mercado formal de trabalho, o que resultou na geração de 120.935 postos de trabalho.

O destaque foi para o setor de serviços, que gerou 57.610 postos de trabalho, tendo admitido, ao longo do mês, 614.873 pessoas, e demitido 557.263."[O resultado] parece pouco frente ao que gerávamos antes, mas temos que considerar que [abril] foi o mês em que se sentiu mais o impacto da segunda onda da covid-19. Na primeira onda, ano passado, perdemos mais de 900 mil empregos. Agora, criamos 120 mil empregos. O Brasil está mostrando resiliência. Os programas estão funcionando. E, principalmente, a vacinação em massa está entrando. E é com isso que temos que contar para um retorno seguro ao trabalho", destacou o ministro da Economia, Paulo Guedes.


Com o resultado, o estoque de empregos formais no país (quantidade total de vínculos celetistas ativos) chegou a 40.320.857 – o que representa uma variação positiva de 0,30% sobre os 40.199.922 registrados em março. De janeiro a abril, houve 6.406.478 contratações e 5.448.589 demissões, o que representa um saldo de 957.889 empregos.


Atividades econômicas


Além do setor de serviços, outros quatro grupamentos de atividades econômicas (indústria geral; construção; comércio e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura) também registraram saldos positivos.


Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão, em abril, foi calculado em R$ 1.855,52 – valor R$ 46,02 (2,54%) acima da média registrada em março, que foi de R$ 1.802,65.


Todas as regiões do país tiveram saldos positivos na geração de emprego. Das 27 unidades federativas, 23 contabilizaram mais contratações que demissões. Os destaques positivos foram São Paulo, com mais 30.174 postos de trabalho formal; Minas Gerais (13.942); e Santa Catarina (11.127). As unidades federativas com menor saldo foram Alagoas (-3.208); Sergipe (-92 postos) e Rio Grande do Norte (-61 postos).


Segundo Guedes, os resultados devem ser comemorados, pois, em abril de 2020, a economia brasileira foi muito afetada pela pandemia da covid-19. "Após isso [a primeira onda], começamos uma recuperação que prossegue, totalizando a criação de 2,2 milhões de empregos criados desde julho. Evidente que este ritmo, em abril [deste ano], foi mais lento, porque foi quando as mortes atingiram o pico da segunda onda e o distanciamento social, a prudência, fizeram com que houvesse uma retração", comentou Guedes, defendendo a vacinação da população como forma de garantir "um retorno seguro ao trabalho".