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Começa a faltar diesel no mercado nacional

Blog do Caminhoneiro | 10/08/2023

De acordo com publicação feita pelo jornal O Tempo, de Minas Gerais, transportadores já começam a notar a redução da disponibilidade de diesel no mercado nacional.


Isso está ocorrendo porque a Petrobras opera com valores abaixo da paridade de importação, e outras empresas do setor não estão realizando importações. Além disso, a estatal não consegue suprir toda a demanda do país.

Para as importadoras independentes, a importação dos combustíveis não é vantajosa, porque a venda é feita por valor abaixo do custo. O valor do litro do diesel no mercado internacional está cerca de R$ 0,80 mais caro do que no Brasil.

Em maio de 2023, a Petrobras anunciou mudanças em sua política de preços, realizando alterações em sua estratégia comercial. A medida aconteceu por interferência do Governo Federal.

De acordo com a estatal, a nova estratégia comercial usa referências de mercado como:

  • o custo alternativo do cliente, como valor a ser priorizado na precificação,

  • o valor marginal para a Petrobras.

O custo alternativo do cliente contempla as principais alternativas de suprimento, sejam fornecedores dos mesmos produtos ou de produtos substitutos, já o valor marginal para a Petrobras é baseado no custo de oportunidade dadas as diversas alternativas para a companhia dentre elas, produção, importação e exportação do referido produto e/ou dos petróleos utilizados no refino.

Com o anúncio, a política de preço de paridade de importação chega ao fim, após quase cinco anos. A Petrobras destaca que a nova estratégia mantém o alinhamento aos preços competitivos por polo de venda, tendo em vista a melhor alternativa acessível aos clientes.

Logo após essa mudança, as empresas do setor já alertavam para problemas de abastecimento dos combustíveis.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) publicou um relatório nesta semana, mostrando que a defasagem do valor do diesel entre os preços do mercado internacional e o preço de venda no Brasil é de 22%.

“Já começou a faltar diesel. Está tendo uma restrição pesada e ninguém consegue atender com totalidade os seus parceiros. A Shell não consegue atender todos os clientes dela, a Ipiranga também não. Então já há uma redução na quantidade solicitada”, explica a diretora do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg), Juliana Martins. Ela apontou a falta, principalmente, do óleo S10.

De acordo com o Setcemg, as distribuidoras de combustíveis já têm priorizado empresas que prestam serviços de necessidade básica, como hospitais, empresas de coleta de lixo e outros.

Em nota, a Petrobras destaca que não vê risco de desabastecimento de diesel. A empresa afirma que tem cumprido suas obrigações com as distribuidoras, e diz que não é a única fornecedora de combustíveis do país, que tem outros atores (distribuidoras, importadores, refinadores, formuladores).

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