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Corredor Centro-Norte demonstra potencial logístico para a agropecuária

A expectativa é de que o transporte marítimo também contribua com o crescimento do setor


Fonte: Canal do Boi

24/06/2022



Foto: Divulgação/SBA


O corredor Centro-Norte ganha cada vez mais destaque como potencial para o setor agropecuário, principalmente para o escoamento da produção agrícola de estados do Matopiba (que abrange municípios do Maranhão, Tocantins, Piauí e da Bahia), além do Pará e boa parte de Mato Grosso e Goiás, com mais eficiência e, possivelmente, menor custo, tendo em vista o forte direcionamento para a multimodalidade. A informação é do Boletim Logístico da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), divulgado na terça-feira (21).


Segundo o informativo, com o desenvolvimento da BR do Mar (lei que instituiu o programa de incentivo à cabotagem no Brasil), ainda há expectativa de utilização da navegação para o transporte de cargas. Para o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, essa logística poderá contribuir com o avanço do agronegócio brasileiro. “O forte crescimento dos portos do Arco Norte, além da possibilidade de negociações para exportações de grãos saindo de Itaqui, no Maranhão, pelo Canal do Panamá, pode garantir ainda mais competitividade para o agronegócio no país”, destaca.


O corredor Centro-Norte tem como principal eixo de movimentação de cargas a Ferrovia Norte-Sul (FNS), que liga o município de Estrela D’Oeste/SP até Açailândia/MA, mas é interligada também à estrada de ferro de Carajás/PA, que vai até o Complexo Portuário do Maranhão. “A FNS é uma das principais ferrovias nacionais, não somente pelos investimentos que estão sendo feitos, mas por sua extensão e ligação com outras ferrovias que fazem parte dos projetos de investimentos logísticos do país”, explica Thomé.


O boletim da Conab destaca ainda que os investimentos no terminal de Palmeirante, no Tocantins, devem possibilitar uma nova dinâmica em toda a região do corredor com a movimentação de cargas, por meio de logística integrada, que inclui a entrega de grãos para exportação e retorno com fertilizantes para as regiões produtoras. Estima-se um volume de movimentação de fertilizantes entre 3,5 a 4,0 milhões de toneladas/ano, atendendo a região do Matopiba, Vale do Araguaia e parte de Mato Grosso e do Pará.