Dono de transportadora é condenado a 23 anos de prisão por esquema de pirâmide que lucrou US$ 54 milhões enganando mais de 2 mil pessoas
- Fenatac Comunicação

- 9 de jun. de 2025
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Sanjay Singh, de 45 anos, dono da empresa de transportes Royal Bengal Logistics, no sul da Flórida, foi condenado a 23 anos de prisão por um esquema de pirâmide que lesou cerca de 2.000 investidores, muitos deles haitiano-americanos da classe trabalhadora, em US$ 54 milhões (R$ 302 milhões). Singh prometia retornos altos e participação na propriedade de caminhões, arrecadando US$ 158 milhões entre 2020 e 2023. No entanto, em vez de investir o dinheiro na expansão da empresa, ele o usou para gastos pessoais, como comprar um Mercedes, reformar sua casa e operar como day trader na bolsa, perdendo milhões.
Em novembro de 2023, um júri em Fort Lauderdale considerou Singh culpado de conspiração, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Durante o julgamento, promotores descreveram como ele enganava investidores, mentindo sobre a lucratividade da empresa, que acumulava perdas de US$ 18 milhões desde 2019. Singh se comparava a empresas como Apple e Tesla, garantindo que os investimentos eram seguros, mas usava dinheiro de novos investidores para pagar os antigos, característica de um esquema de pirâmide ou esquema de Ponzi. Uma vítima de 66 anos relatou ter perdido todas as economias, sendo forçada a abandonar a aposentadoria.
O juiz David Leibowitz, ao sentenciá-lo, chamou Singh de “vigarista” e revogou sua fiança de US$ 1 milhão, temendo que ele fugisse para a Índia. Desde então, Singh está detido em uma penitenciária em Broward. Seus advogados defenderam que ele era apenas um empreendedor que cometeu erros, mas o juiz rejeitou o argumento.
Paralelamente, a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) dos EUA moveu uma ação civil contra Singh e sua empresa por vender títulos não registrados e violar leis antifraude. Seus bens foram congelados, e a Royal Bengal está sob administração judicial para tentar recuperar o dinheiro dos investidores, que aplicaram entre US$ 25 mil e US$ 250 mil. A esposa de Singh, Sheetal, e outra pessoa ligada à empresa também são alvo da SEC para devolução de lucros.
O caso reflete um problema recorrente no sul da Flórida, conhecido por “fraudes de afinidade”, que exploram a confiança de comunidades imigrantes, como a haitiana. Singh e sua esposa negociam um acordo com a SEC, enquanto a justiça busca restituir as vítimas.







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