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Em meio à pandemia, agricultura tocantinense tem aumento de safra e valor da produção cresce 73%

Por Cleber Toledo

27/09/2021


Foto: Adapec/Governo do Tocantins


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na última quarta-feira, 22, os resultados da pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM) de 2020. Apesar da insegurança causada pela pandemia da Covid-19, a agricultura nacional e tocantinense tiveram saldo positivo. O valor da produção das principais culturas chegou a mais de R$ 8,2 bilhões, com um crescimento recorde de 73% em relação ao ano anterior. A área plantada teve incremento de 8,7% frente a 2019, totalizando mais de 1,5 milhão de hectares. A área colhida também expandiu de 1,4 milhão para 1,5 milhão de hectares no ano passado (mais 8,8%).


Soja é destaque no Tocantins


Entre as culturas que mais contribuíram para o saldo positivo agrícola no Tocantins está a soja. O valor de produção do grão passou de R$ 2,8 bilhões para R$ 4,6 bilhões, salto de 66%. Já o aumento da área colhida foi de 6,33% e da safra de 14,8%. O milho em grão apresentou crescimento de 31,7% na safra, atingindo mais de 1,4 milhão de toneladas. Já o valor da produção cresceu 121%, passando de R$ 532 milhões para R$ 1,2 bilhão.


Arroz em casca


O arroz em casca, destaque nacional e local, após recuo em 2019, evidenciou crescimento recorde de 85,1% no valor de produção, passando de R$ 591 milhões para R$ 1,1 milhão. A quantidade produzida também aumentou (8,3%), no ano passado, e a área plantada teve acréscimo de 4,5% (mais 5.548 hectares). Tocantins novamente figurou como o terceiro maior produtor de arroz do Brasil, com maior representatividade em Lagoa da Confusão – segundo no ranking de todos os municípios do país em valor da produção, perdendo apenas para Uruguaina (RS). Pium ficou em 13º no ranking e Formoso do Araguaia, em 15º.


Cana-de-açúcar teve safra menor


A cana-de-açúcar também se sobressaiu no Estado em 2020. Entre todas as culturas pesquisadas, ela apresentou a maior quantidade produzida: 3 milhões de toneladas. Mas ainda assim a safra foi menor do que em 2019, com recuo de 1,9%. No valor da produção, o incremento foi de 28,5%. A mandioca foi o produto da lavoura temporária que registrou maior expansão no valor da produção, com salto de 243,6%. A quantidade produzida da raiz tuberosa, por sua vez, teve alta de 4,0%.


Frutas


De acordo com a pesquisa, a melancia teve redução de 1,7% na safra e aumento de 64,5% no valor da produção, passando de R$ 149 milhões para R$ 246 milhões. O abacaxi registrou alta na produtividade (15%) e no valor da produção (35,5%). Essas são as duas frutas mais cultivadas no Tocantins. Na comparação nacional, o estado é o quinto maior produtor dessas culturas. Já Lagoa da Confusão encabeçou o ranking dos municípios do país com maior valor da produção de melancia. Em relação ao abacaxi, o destaque foi para Miracema do Tocantins (5º no ranking).


Valor da produção


No ranking das 10 culturas que mais geram valor à produção no Tocantins houve oito alterações em 2020. O milho superou o arroz assumindo a segunda posição. A mandioca passou a banana, o abacaxi e a melancia, chegando à quinta colocação. A melancia caiu para sexta posição e o abacaxi para a sétima. O algodão herbáceo subiu para oitava colocação e o feijão para a nona. Já a banana em cacho recuou de sétimo para o décimo lugar no ranking.


Pódio é da soja


A soja mais uma vez figurou na primeira posição do ranking, integrando uma fatia de mais da metade do total do valor da produção do estado (56,3%). Na sequência, aparecem o milho (14,2%), o arroz em casca (13,2%) e a cana-de-açúcar (3,8%). Os 10 principais produtos juntos corresponderam a 99,2% (R$ 8,1 bilhões) do total gerado pela agricultura tocantinense, no ano passado.


Participação do Tocantins


O Tocantins subiu duas posições no ranking de valor da produção total do país ficando em 11º e à frente dos demais estados da Região Norte. Com destaque para a soja e o milho, em 2019, a participação tocantinense ficou com a fatia de apenas 1,3% e no ano passado apresentou expansão de 0,5 ponto percentual chegando a 1,8% de participação. Mato Grosso segue na primeira posição no ranking.