top of page

Entidade da Holanda mostra preocupação com frenagem automática de caminhões

Imagem de Volvo / Divulgação
Imagem de Volvo / Divulgação

Quase todo modelo de caminhão pesado mais recente é equipado com tecnologias como o Sistema Avançado de Frenagem de Emergência (AEBS) e o Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC). Esses sistemas usam sensores e câmeras para detectar o tráfego à frente, e podem intervir em situações consideradas perigosas.

Porém, a Vereniging Eigen Rijders Nederland (VERN), uma associação ligada à segurança no trânsito da Holanda, diz que essas tecnologias podem ser perigosas em algumas situações.

“Em nossa associação, há profundas preocupações sobre o papel que os sistemas de assistência ao motorista, em particular o Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC), desempenham na criação de situações perigosas. Os inúmeros relatos de nossos membros sobre frenagens bruscas e imprevisíveis, muitas vezes causadas pelo comportamento imprudente de outros usuários da via, nos levaram a investigar minuciosamente essa questão”, destacou a entidade em nota.

A VERN encomendou um estudo sobre a interação entre o motorista, a tecnologia e o mundo real do trânsito. Os resultados mostram que a tecnologia pode sim ser um problema de segurança para o trânsito, especialmente para motoristas que vem atrás ou sobre as cargas.

Quando o sistema do AEBS ou ACC detecta uma possível colisão com um veículo à frente, por outro motorista cortar frente do caminhão, por exemplo, a tecnologia age de maneira implacável, optando sempre por frenagem máxima.

Isso porque a tecnologia não tem poder de interpretação. O motorista humano, por sua vez, analisaria o cenário e agiria conforme a necessidade, muitas vezes sem uma frenagem excessiva do veículo.

Com a atuação da tecnologia na frenagem máxima existem dois grandes riscos nas estradas. A primeira são colisões traseiras. Quando o sistema é acionado, o veículo que segue atrás pode não ter tempo para uma frenagem segura, e pode colidir. Isso é mais perigoso no trânsito das cidades ou engarrafamentos.

Outra questão importante é no caso da carga transportada. Com a frenagem brusca pode fazer a carga se movimentar para a frente, mesmo que esteja corretamente amarrada ao veículo. A pesquisa destaca que mesmo uma carga fixada de acordo com as normas pode colapsar sob as forças G extremas de uma parada de emergência.

Por conta disso, a VERN dá dicas para os motoristas, mas não recomenda a desativação total do sistema, porque a tecnologia, como o AEBS, é obrigatória.

“Em situações específicas de trânsito arriscadas, como trânsito intenso, imprevisível e em cruzamentos, é uma escolha legítima do motorista desativar temporariamente o Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC). Isso permite que você mantenha o controle total e preditivo do veículo e responda à situação do trânsito por conta própria, com base no seu profissionalismo”, destacou a associação.

Para eles, a experiência e discernimento do motorista profissional são indispensáveis no ambiente dinâmico do trânsito atual e, às vezes, superiores à resposta de um sistema automatizado.

 
 
 

Comentários


© 2025 FENATAC & Logística.

  • Preto Ícone Facebook
  • Preto Ícone Instagram
  • Preto Ícone LinkedIn
bottom of page