top of page

Google veta impulsionamento eleitoral nas eleições de 2026.

  • 1 de jun.
  • 2 min de leitura

Poder 360 - Guilherme Waltenberg

Publicado em 31 de maio de 2026


Empresa mantém decisão adotada em 2024 e impedirá anúncios pagos de candidatos, partidos e federações em suas plataformas.


Fonte: Poder 360
Fonte: Poder 360

O Google decidiu vetar novamente o impulsionamento de propaganda eleitoral no Brasil nas eleições de 2026. A empresa já havia adotado medida semelhante no pleito municipal de 2024, em um momento em que eram discutidas com o TSE as regras para anúncios políticos nas plataformas digitais.


A restrição vale para anúncios eleitorais pagos em ferramentas como YouTube, busca do Google e rede de display da companhia. Na prática, campanhas de candidatos, partidos e federações ficam impedidas de contratar impulsionamento político nas plataformas do grupo.


A decisão tende a produzir efeitos mais amplos do que os observados nas eleições municipais, diante do volume historicamente mais elevado de recursos investidos em disputas presidenciais e para governos estaduais.


A empresa teve uma série de discussões internas para avaliar se mudaria a política nas eleições de 2026. A estimativa é que essa modalidade de impulsionamento poderia levar a até R$ 200 milhões em receitas. A empresa não confirma o valor. Como não houve mudanças de regras no TSE, a decisão foi a de manter a política de 2024.


“As eleições são importantes para o Google e, ao longo dos últimos anos, temos trabalhado incansavelmente para lançar novos produtos e serviços para apoiar candidatos e eleitores. Desde 2024, o Google Ads não permite a veiculação de anúncios políticos no país. Temos o compromisso global de apoiar a integridade das eleições e continuaremos a dialogar com autoridades em relação a este assunto”, declarou a empresa.


Em 2024, o Google justificou a decisão afirmando que as resoluções aprovadas pelo TSE criavam insegurança jurídica para a operação de publicidade eleitoral da empresa no Brasil. A companhia avaliava que as exigências impostas pela Corte aumentavam o risco de responsabilização das plataformas pelo conteúdo impulsionado.


A manutenção do veto para 2026 deve ter impacto relevante no mercado de publicidade política digital. Integrantes do setor estimam que a empresa deixará de movimentar uma cifra que pode chegar à casa das centenas de milhões de reais durante o ciclo eleitoral.


O efeito financeiro tende a ser superior ao registrado nas eleições municipais de 2024, uma vez que campanhas nacionais e estaduais tradicionalmente concentram investimentos mais elevados em publicidade.


Na disputa municipal, partidos e candidatos redirecionaram parte dos recursos para outras plataformas digitais e reforçaram estratégias de comunicação orgânica, sobretudo em redes sociais e aplicativos de mensagens.


O debate sobre propaganda política on-line ganhou força nos últimos anos com as discussões sobre desinformação, transparência de anúncios e responsabilização das big techs pelo conteúdo impulsionado.


As regras do TSE para propaganda eleitoral na internet estabelecem critérios específicos para impulsionamento, identificação de anunciantes e deveres das plataformas digitais durante o período eleitoral.

 
 
 

Comentários


© 2025 FENATAC & Logística.

  • Preto Ícone Facebook
  • Preto Ícone Instagram
  • Preto Ícone LinkedIn
bottom of page