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Grandes empresários articulam renda básica para os mais vulneráveis

Luiza Helena Trajano (do Magalu) e Jorge Gerdau são alguns dos empresários que fazem parte da iniciativa.


Por SeuCréditoDigital

25/03/2021

Um grupo de empresários está desenvolvendo um projeto para um programa de renda básica. A ideia é dar assistência a famílias em situação de vulnerabilidade social no país. Liderados por Evaristo do Amaral, o grupo Movimento Convergência Brasil conta com nomes como o de Luiza Helena Trajano e Jorge Gerdau.


Além disso, outros apoiadores importantes são o ex-presidente do Citi e presidente do conselho de administração do Banco do Brasil Hélio Magalhães, a vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências Helena Nader, o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung e o membro do Conselho das Nações Unidas e Fabio Barbosa.


Lançado em 2020, o Movimento Convergência Brasil está articulando junto ao governo e parlamentares a promoção de reformas e a viabilidade de um programa de renda básica. Um dos objetivos do grupo é tensionar os poderes para que a reforma administrativa aconteça. Portanto, com as privatizações, o grupo propõe que se reduza os gastos com o funcionalismo público e sobre dinheiro para outros setores da economia.


O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), elencou a reforma administrativa como uma das prioridades. Além disso, Lira designou o relator do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para que se comece a tramitação.


Movimento Convergência Brasil aposta na reforma administrativa e privatizações


O líder do Movimento Convergência Brasil, Evaristo do Amaral, disse: “precisamos criar um programa complementar de renda de longo prazo aos mais necessitados. Não se está fazendo favor, simplesmente. Não está se dando esmola para ninguém. Estamos fazendo um programa social de resgate do cidadão que hoje está no desespero.”


Em conversa com Marcelo Ramos (PL-AM), vice-presidente da Câmara, o grupo de grandes empresários defendeu que 30% da economia obtida com a reforma seja implementada em um programa de transferência de renda para os mais vulneráveis.


De acordo com Amaral, a redução de servidores pode gerar uma economia de até R$ 800 bilhões, se forem inclusos os juízes, procuradores, desembargadores e parlamentares. Ademais, Amaral defende que o governo privatize todas as suas empresas, incluindo a Petrobrás e o Banco do Brasil. Segundo ele, é possível arrecadar de R$ 500 bilhões até R$ 1 trilhão.


A ideia do grupo, portanto, é que 30% das receitas obtidas com as privatizações se transformem em um fundo financeiro administrado pelo BNDES. Além disso, anualmente poderia ser sacado 5% ou 10% deste fundo para financiar o programa de renda básica.


Programa de renda básica pode beneficiar toda a sociedade


O esforço do Convergência é atrair as forças políticas divergentes para convergir para uma proposta concreta. Colocamos de um lado da equação a reforma administrativa e as privatizações, que teoricamente seriam um problema meramente econômico, e seria uma posição de pessoas de centro ou de direita. Do outro lado, se coloca o atendimento de uma demanda social imediata e urgente da sociedade brasileira que precisa ser atendida, é inescapável, e que, em teoria, deveria atrair pessoas de centro-esquerda.” - Evaristo do Amaral, líder do Movimento Convergência Brasil


Por fim, o líder do grupo defendeu que um programa de renda básica poderia beneficiar toda a sociedade, incluindo os empresários:


A criação de uma renda básica para os mais vulneráveis será altamente benéfica para toda a sociedade, inclusive para os empresários. Uma renda complementar de caráter permanente gradualmente vai sendo incorporada ao mercado consumidor, e os empresários muito corretamente estão dispostos a produzir. Isso gera mais crescimento, mais emprego.”