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Guerra na Ucrânia já afeta preço do diesel pelo Brasil e Petrobras anuncia primeiros reajustes

Fonte: Assessoria

11/03/2022


Desde as primeiras especulações dos conflitos envolvendo Rússia e Ucrânia, impactos econômicos já vinham sendo percebidos pelo mundo. Em 24 de fevereiro, o primeiro bombardeio russo na região da Ucrânia, teve consequências imediatas no preço do barril de Brent, que chegou a US$100 pela primeira vez desde 2014. Nesta quinta-feira dia 10, após quase duas semanas desde o início da invasão russa, a Petrobras anunciou um aumento de 18,7% no preço da gasolina e de 24,90% no preço do diesel.


Esse é o primeiro aumento da estatal em 57 dias, e agora o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para distribuidoras passou de R$3,25 para R$3,86 por litro, enquanto o valor do diesel passou de R$3,61 para R$4,51 por litro, um aumento de R$ 0,90 centavos.


De acordo com Ricardo Lerner, executivo do setor de logística de combustíveis e CEO do Gasola, uma startup focada em realizar negociações democráticas entre transportadoras e postos de combustíveis, aumentos já estavam sendo sentidos em estados brasileiros antes mesmo do anúncio da Petrobras e agora, todos os brasileiros deverão ser impactados. “Os Estados mais impactados inicialmente foram aqueles que são abastecidos por empresas não relacionadas com a Petrobrás, como a Bahia por exemplo, que teve um aumento de mais de R$1,00 no diesel desde o início da guerra. Agora, a estatal que estava com uma oportunidade de aumento no preço de R$1,50, já repassa quase R$1,00, dando início a uma possível série de aumentos, que acompanham o mercado internacional. O Governo ainda não se manifestou e o consumidor já deve sentir este impacto na bomba a partir de amanhã”.


Fato é que os últimos movimentos dos Estados Unidos e Reino Unido pressionam ainda mais a economia da Rússia e geram impactos em todo o mundo. Na última terça-feira, dia 08, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden proibiu a importação de petróleo, gás natural e carvão da Rússia.


“Estados Unidos e outros países europeus compram petróleo da Rússia. Com este bloqueio, vão atrás de outros fornecedores. Desta maneira, teremos mais demanda do que oferta, o que faz o preço de todos os fornecedores aumentar”, finaliza Lerner.