Haddad defende arcabouço fiscal e tenta acalmar mercado após turbulência
- Fenatac Comunicação

- 25 de mar.
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Por Portal Be News
Atualizado em: 25 de março de 2025 às 3:47
Da Redação

Após reação do dólar, ministro reafirma compromisso com regras fiscais e condiciona mudanças a cenário econômico favorável
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez questão de defender o arcabouço fiscal após declarações feitas durante um evento promovido pelo jornal Valor Econômico provocarem oscilações no mercado financeiro. Em uma postagem na rede social X (antigo Twitter), Haddad assegurou a manutenção das metas atuais do marco fiscal.
“Estão tentando distorcer o que falei agora em um evento do Valor. Disse que gosto da arquitetura do arcabouço fiscal. Que estou confortável com os seus atuais parâmetros. E que defendo reforçá-los com medidas como as do ano passado. Para o futuro, disse que os parâmetros podem até mudar, se as circunstâncias mudarem, mas defendo o cumprimento das metas que foram estabelecidas pelo atual governo”, publicou o ministro.
Durante o evento, Haddad mencionou a possibilidade de ajustes nos parâmetros do arcabouço fiscal, condicionando essa mudança a um cenário de estabilidade da dívida pública, redução da Taxa Selic e controle da inflação.
“Quando você estiver numa situação de estabilidade da dívida/PIB, se você tiver uma Taxa Selic mais comportada e uma inflação mais comportada, você vai poder mudar os parâmetros (do arcabouço). Na minha opinião, não deveríamos mudar a arquitetura”, afirmou.
As declarações repercutiram rapidamente no mercado financeiro, resultando em alta do dólar. A moeda norte-americana atingiu R$ 5,77 por volta das 9h45, mas recuou para R$ 5,73 após a publicação de Haddad na rede X. No período da tarde, voltou a subir para R$ 5,75 após o anúncio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a intenção de impor uma tarifa adicional de 25% aos países que comprarem petróleo da Venezuela.
O arcabouço fiscal estabelece uma meta de déficit primário zero para 2025 e superávit primário de 0,25% do PIB em 2026, 0,5% em 2027 e 1% em 2028, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos. Além disso, prevê um limite de crescimento real dos gastos vinculado ao crescimento das receitas do ano anterior, variando entre 0,6% e 2,5% acima da inflação.







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