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Ibovespa avança com Petrobras e em meio a dúvidas sobre tarifas; dólar sobe

Mercados globais têm focado suas atenções nas expectativas para o dia 2 de abril, quando Trump pretende anunciar uma série de tarifas recíprocas

Da CNN Brasil

26/03/2025 às 09:32 | Atualizado 26/03/2025 às 12:28


Painel da B3, em São Paulo • 06/07/2023REUTERS/Amanda Perobelli
Painel da B3, em São Paulo • 06/07/2023REUTERS/Amanda Perobelli

O Ibovespa avançava nesta quarta-feira (26), aproximando-se dos 133 mil pontos no melhor momento, com petrolíferas entre os principais suportes em meio à alta de preços do petróleo no exterior. Já o dólar tinha alta, enquanto investidores seguem aguardando detalhes sobre tarifas dos EUA para a próxima semana.

Às 12h24, o Ibovespa avançava 0,35%, a 132.532,53 pontos. No mesmo horário, o dólar à vista subia 0,58%, a R$ 5,7317 na venda.

A Petrobras avançava 1,24%, acompanhando a alta dos preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent subia 1,22%.


Contexto internacional


Apesar da semana com uma agenda significativa de dados no exterior, os mercados globais têm focado suas atenções nas expectativas para o dia 2 de abril, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, pretende anunciar uma série de tarifas recíprocas, como já indicado anteriormente.

Investidores, analistas, empresários e consumidores temem que as medidas tarifárias possam acelerar a inflação de uma gama de produtos e provocar uma recessão na maior economia do mundo, que já vem mostrando indícios de desaceleração nas últimas semanas.

Diante da incerteza, os agentes financeiros têm preferido segurar apostas acentuadas para qualquer direção, o que justificava a pouca volatilidade nesta sessão tanto no exterior quanto no Brasil.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,12%, a 104,340.

Nos últimos dias, houve algum alívio nos mercados no tema das medidas comerciais, com autoridades do governo afirmando que Trump deve adiar a implementação de tarifas sobre setores específicos para além de 2 de abril.

O próprio presidente dos EUA também disse que alguns países podem receber “descontos” nas taxas a serem aplicadas na próxima semana.

“Poucos detalhes foram fornecidos pela administração sobre como pretendem implementar o plano de tarifas recíprocas, mantendo um elevado nível de incerteza…Caso o governo opte por aplicar tarifas apenas sobre produtos e países com altos diferenciais tarifários, o impacto sobre a economia americana seria mais limitado”, disseram analistas do BTG Pactual em relatório.

Enquanto isso, as expectativas de consumidores seguem se deteriorando. Relatório do Conference Board mostrou na terça que seu índice de confiança do consumidor caiu pelo quarto mês consecutivo em março e de forma mais acentuada que projeção em pesquisa da Reuters.

A preocupação de economistas é que o pessimismo dos consumidores possa refletir na economia real em breve, com queda do consumo e dos investimentos nos EUA, o que poderia contribuir para uma recessão.


Brasil


Na cena doméstica, o mercado segue atento à trajetória da inflação brasileira e a consequente resposta do Banco Central, que divulgou a ata de sua mais recente reunião de política monetária na véspera.

Na semana passada, o BC voltou a elevar a Selic em 1 ponto percentual, a 14,25% ao ano, sinalizando um novo aumento de menor magnitude no próximo encontro, em maio. Para os encontros seguintes, os membros apontam que a incerteza elevada não permite uma orientação clara.

Operadores precificam 61% de chance de uma alta de 0,5 ponto percentual na taxa de juros em maio, com 39% de possibilidade de um aumento de 0,75 ponto.

O contínuo aumento da Selic tem como resultado ampliação do diferencial de juros entre o Brasil e outros países, o que tende a ser positivo para o real devido à atração de investidores estrangeiros.

*Com informações da Reuters

 
 
 

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