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Ibovespa fecha em queda de 0,3% com juros do Brasil e dos EUA no radar; dólar estabiliza em R$ 5,10

Negócios em Wall Street encerram sem direção definida

Da CNN* São Paulo

20/05/2024 às 09:16 | Atualizado 20/05/2024 às 17:18


Por volta das 14h50, após ter aberto em alta, o Ibovespa caía 0,22%, aos 127.872 pontosREUTERS/Amanda Perobelli


O Ibovespa fechou em queda e o dólar ficou praticamente estável ante o real nesta segunda-feira (20), com os juros domésticos e dos Estados Unidos no radar dos investidores.

No cenário brasileiro, a expectativa é de Selic mais elevada após revisões para cima nas projeções da inflação, conforme dados do Boletim Focus publicados nesta manhã.

Já nos EUA, o mercado segue à espera da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), que será divulgada na quarta-feira (22), com foco no que as autoridades do banco central norte-americano sinalizarão sobre o futuro da taxa básica de juros.

O principal índice do mercado doméstico encerrou a sessão com perda de 0,31%, aos 127.750 pontos, em um cenário de fechamento sem direção em Wall Street.

Após operar em queda durante a maior parte da sessão, o dólar devolveu parte dos ganhos e fechou a sessão praticamente de lado, com leve alta de 0,03%, negociado a R$ 5,104 na venda.

Fed no radar

Em sua decisão no início deste mês, o Fed manteve os juros estáveis, na faixa de 5,25% a 5,5%, e sinalizou que ainda está inclinado a eventuais reduções nos custos de empréstimos, mas avaliou as leituras de inflação até aquele momento como decepcionantes.

Nesta segunda-feira, o vice-chair do Fed, Philip Jefferson, afirmou, durante conferência em Nova York, que o recente declínio em alguns indicadores de inflação é encorajador, mas ainda é cedo para saber se a inflação está de volta a uma trajetória sustentável de volta a 2%.

O presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, disse em uma entrevista à Bloomberg Television que levará algum tempo para que o banco central tenha certeza de que a inflação está no caminho de volta à meta, classificando os dados de preços como “muito irregulares”.

Os investidores preveem uma probabilidade de 76% de que o Fed reduzirá os juros em pelo menos 25 pontos-base em setembro, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.


Mercado vê Selic mais alta


No cenário doméstico, analistas consultados pelo Banco Central voltaram a elevar a projeção para a taxa Selic ao final deste ano, com perspectiva de inflação mais alta e menos crescimento, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira.

O levantamento apontou que a expectativa para a Selic este ano agora é de 10%, de 9,75% antes, na terceira semana seguida de elevação. Para 2025 a projeção continua sendo de 9%.

O movimento acompanha previsões de inflação mais alta no período. Para este ano, o mercado espera que o índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre em 3,8%, enquanto em 2025 o indicador oficial da inflação deve fechar com alta de 3,74%.

Num geral, quanto mais o Federal Reserve cortar os juros e quanto menos o BC afrouxar a política monetária local, melhor para o real. Isso porque, quanto maior o diferencial de juros entre Brasil e EUA, mais interessante fica a moeda doméstica para uso em estratégias de “carry trade”, em que investidores tomam empréstimo em país de taxas baixas e aplicam esse dinheiro em mercado mais rentável.


*Com Reuters

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