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Implantação do sistema 5G avança e tecnologia deve chegar a Goiânia em julho deste ano

Fonte: Diário de Goiás

21/03/2022


Fonte da Imagem: Banco de Imagens / Pixabay

A implantação do sistema 5G caminha no Brasil e deve chegar às capitais até o mês de julho deste ano, conforme determina o edital. Assim como em demais localidades, são debatidas, em Goiânia, questões para a instalação da tecnologia. Em entrevista ao Diário de Goiás, Marcos Adolfo Ribeiro Ferrari, presidente da Conexis, entidade que engloba as agências de telecomunicações, explicou outras questões envolvidas para que o projeto saia, de fato, do papel.


De acordo com o dirigente, é necessária a realização de limpeza de faixas. “Está tudo conforme o planejado. Nós temos que entregar o 5G nas capitais até julho de 2022 e, a partir do momento em que houve o edital, em novembro, nós fizemos as assinaturas dos contratos dos termos de outorga e já constituímos a Entidade Administradora das Faixas (EAF), que vai fazer todo o trabalho de limpeza da faixa”, frisou.


O profissional explicou que, hoje, as antenas parabólicas ainda funcionam na faixa de 3.500mhz. Deste modo, pela questão física, segundo Ferrari, não há condições de ligar o sistema 5G sem a retirada da faixa. “Senão dá interferência e a pessoa fica sem 5G e sem parabólica”, explicou. “É uma questão física a ser resolvida, assim como foi feita durante a mudança de sinal para o 4G”, salientou, com a afirmativa de ser, ainda, a única condição para a implantação do sistema nas capitais. “Não vemos percalços para ligar os 5G nas capitais até julho, exceto essa questão física”.


Com relação à legislação, ligado ao debate com o poder público, o presidente da Conexis alegou ter avançado o diálogo com os devidos poderes públicos. “No que diz respeito às leis, nós tivemos um avanço muito bom em sete capitais e estamos avançando em outras. Inclusive Goiânia, o qual tem demonstrado muita disposição para que a gente possa de fato modernizar a lei”, disse,


Ferrari apresentou, também, dados de Goiás, nos quais apontam que o estado possui, atualmente, 8,2 milhões de celulares, o que representa uma média de 1,05 aparelhos por habitante. “É uma densidade de celulares bastante significativa. Mas acho que poderíamos ter uma cobertura melhor, caso tivéssemos condições de colocar mais antenas. Hoje, temos 3.242 antenas em todo o estado”, pontuou, com a ressalva de que a tecnologia 4G está presente em 235 dos 246 municípios goianos.


Além disso, o profissional destacou um novo avanço para a região: a internet nas estradas. Segundo Ferrari, dez rodovias estaduais serão beneficiadas, com o total de 1.550 km de internet. Após a instalação do sistema na capital, as demais cidades goianas entrarão no cronograma definido pela Anatel, conforme número de habitantes e, em 2019, já deverá abranger todas as localidades do Brasil.


Com relação aos valores, Ferrari pontua que, assim como outras tecnologias, no início o valor poderá ter um custo mais elevado, devido à qualidade do serviço. “O investimento ao 5G é um investimento bem mais elevado que o 4G. Então, provavelmente vai começar com um valor mais elevado, o que é natural”, frisa, com a afirmativa de que, com a difusão da tecnologia e aumento de escala, os preços tendem a cair.


Além disso, o presidente da Conexis salienta que a tecnologia vai além do simples sinal para celular, mas algo que viabilizará ao país novas oportunidades demandas econômicas. “O 5G vai entrar principalmente em setores produtivos da economia e é uma plataforma de aplicações com o surgimento de novos serviços”, elucida.