Intenção de Consumo das Famílias é a maior em 11 anos
- 27 de mai.
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Poder 360 - Rúbia Bragança
Publicado em 25 de maio de 2026
ICF cresce pelo 7º mês consecutivo, sustentada pela percepção de estabilidade no mercado de trabalho e desaceleração da inflação de bens duráveis.

A ICF (Intenção de Consumo das Famílias) avançou 1,6% em maio de 2026 na comparação com abril, registrando a 7ª alta mensal consecutiva. Atingiu 106,6 pontos, o patamar mais elevado desde março de 2015. Em relação a maio do ano passado, houve um crescimento de 3,3%. Os dados foram divulgados pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Leia a íntegra do estudo.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento de 18,5% na disposição das famílias para comprar bens duráveis na comparação anual.
RENDA DAS FAMÍLIAS
As famílias com renda de até 10 salários-mínimos lideraram o avanço na intenção de consumo, com alta de 3,9% na comparação anual. O resultado foi impulsionado pelo aumento de 1,6% no emprego atual e de 4,1% nas perspectivas de compras futuras. O grupo é beneficiado pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que acumula alta de 4,11% em 12 meses até abril.
Para as famílias com renda superior a 10 salários-mínimos, a intenção de consumo cresceu 1,4% em base anual. O indicador de emprego atual para esse extrato recuou 0,1% no ano. Em maio, o segmento registrou alta mensal de 1,6% no consumo atual e de 2,0% nas perspectivas de consumo. As expectativas de compras futuras caíram 1,8% ante maio de 2025.
INFLAÇÃO DE DURÁVEIS
A alta na intenção de compras coincide com o recuo da inflação no segmento de bens duráveis. Em abril, enquanto o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) geral subiu 0,67%, os bens duráveis registraram variação de 0,45%. No acumulado de 12 meses, a inflação de duráveis ficou em 0,68%, ante 4,39% do índice oficial do país.
O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, afirmou que o resultado reflete o alívio inflacionário localizado, mas declarou que o comércio mantém trajetória de incertezas. Ele disse que a Selic permanece em patamar “excessivamente elevado, atuando como freio na economia ao encarecer o crédito e limitar o poder de consumo imediato das famílias”. Para Tadros, o nível restritivo de juros prejudica a capacidade de venda das empresas e a retomada do crescimento.
MERCADO DE TRABALHO
O indicador de emprego atual apontou que 42,3% dos entrevistados consideram o momento seguro para o trabalho, o maior percentual desde janeiro. A avaliação sobre o emprego atual subiu 1,2% na comparação anual.
O subíndice de perspectiva profissional recuou 5,9% em termos anuais, influenciado pelas oscilações na taxa de desocupação nos últimos 3 meses. Na comparação com abril, o componente avançou 1,1%.




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