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Ministro Bento Albuquerque garante mistura obrigatória de biodiesel

Por Epbr

12/03/2021



O Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, garantiu pessoalmente a parlamentares essa semana a manutenção da mistura obrigatória de 13% de biodiesel (B13) no diesel vendido nos postos de combustível.


“Não vamos cometer nenhum equívoco nesse momento de retomada econômica”, afirmou o ministro.


Albuquerque recebeu representantes do mercado na quarta (10) para selar o compromisso. Participaram também da reunião parlamentares da Frente Mista do Biodiesel.


Foi cogitado internamente no governo federal reduzir a mistura para 8% (B8). A Confederação Nacional do Transporte (CNT) manifestou publicamente uma defesa pela possibilidade de zerar a mistura de biodiesel.


A intenção era baixar o preço do diesel B (diesel A, com biodiesel) diante das sucessivas altas do combustível nas bombas.


O consumidor sente os reflexos da pressão inflacionária provocada pela desvalorização do real, combinada com a disparada nos preços do petróleo.


A ideia chegou a encontrar apoio entre a equipe econômica.


Não apenas produtores de biodiesel, mas também o setor de proteína animal, agiram para reforçar ao Ministério da Economia que a suspensão da política para o biocombustível causa mais dano do que benefícios.


Além do MME, a proposta encontrou resistência na Agricultura, comandada pela ministra Tereza Cristina, do DEM do Mato Grosso do Sul.


Alta no diesel opõe setor de biodiesel e de transportes


Os produtores falam em quebra de usinas, aumento de emissões, maiores custo para criação de animais e a consequente inflação nos alimentos como causas negativas da instabilidade em uma política pensada para dar previsibilidade e garantias de longo prazo.


Paralelamente, Bolsonaro está sinalizando a intenção de transformar a isenção da cobrança de impostos federais sobre o diesel A, de origem fóssil, em uma medida permanente.


O mercado financeiro não vê espaço fiscal para que essa promessa seja entregue e os técnicos do governo buscam saídas que não levem a um estresse fiscal ainda maior.


Ano passada, a alta do dólar e a escassez de óleo de soja provocaram desequilíbrios no mercado que levaram a redução da mistura obrigatória à revelia dos usineiros e com apoio de distribuidoras e importadores.


Para encerrar disputas judiciais, os produtores chegaram a um acordo e aceitaram a redução em leilões do ano passado. Restou a expectativa que o B13 será respeitado este ano.

© 2021 FENATAC.

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