“O mundo está ávido para negociar com o Brasil”, afirma Lula
- Fenatac Comunicação

- 14 de ago.
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Portal Be News
14 de agosto de 2025 às 8:15
Da Redação

Durante lançamento do Plano Brasil Soberano, presidente diz que Brasil vai buscar oportunidades em outros países
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a cerimônia de assinatura da medida provisória que cria o Plano Brasil Soberano na quarta-feira (13) para enviar um recado político e econômico ao país e ao exterior. Diante das sobretaxas de 50% impostas pelos Estados Unidos a parte das exportações brasileiras, Lula afirmou que a resposta do governo será buscar novos mercados e fortalecer as relações comerciais com outras nações.
“Eu quero levar, pelo menos, uns 500 empresários brasileiros para a Índia, porque é um país muito grande e muito importante para a indústria brasileira, sobretudo na questão de fármacos, de inteligência artificial e a questão espacial e de defesa. Nós temos muito que aprender com a Índia. Então, ao invés de ficar chorando aquilo que nós perdemos, vamos ficar procurando ganhar outro lugar. O mundo é grande, o mundo está ávido para fazer negociação com o Brasil”, disse o presidente.
Lula destacou que não pretende aplicar a reciprocidade neste momento, evitando agravar o atrito comercial com Washington. Segundo ele, a prioridade é ampliar a presença internacional do Brasil e manter diálogo com os principais parceiros, incluindo articulações no âmbito do Brics para fortalecer países afetados pelo tarifaço.
“Nós somos negociadores. Nós não queremos, no primeiro momento, fazer nada que justifique piorar a nossa relação. Neste momento, nós estamos tentando aproximar a relação, procurando nossos parceiros”, afirmou, citando que a China, integrante do bloco, já responde por uma balança comercial de US$ 160 bilhões com o Brasil, o dobro do registrado com os EUA.
O presidente lembrou que, em seu governo, já foram abertos 400 novos mercados para produtos brasileiros e que a política externa está voltada à diversificação de destinos. Ele também aproveitou para reforçar a imagem do país como parceiro confiável: “Todo mundo sabe que nós somos do bem. Todo mundo sabe que a gente não quer brigar com ninguém, que a gente faz concessões, sabe? Mas a gente não merecia isso”.
Embora o evento tenha sido marcado pela retórica diplomática, Lula também pediu celeridade ao Congresso na aprovação da MP, que prevê um pacote de apoio aos setores atingidos pelas sobretaxas. O texto inclui linhas de crédito, prorrogação de prazos tributários e incentivos à exportação, mas o presidente enfatizou que a medida faz parte de uma estratégia maior: manter o Brasil competitivo e menos dependente de um único mercado.







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