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Paraná lidera investimentos em rodovias de concreto com 500 km em obras

Por Portal Be News

30 de junho de 2025 às 15:15

Da Redação

Fonte: Portal Be News / Foto: Roberto Dziura Jr / AEN
Fonte: Portal Be News / Foto: Roberto Dziura Jr / AEN

Com mais de R$ 3 bilhões aplicados, estado aposta em tecnologia durável para melhorar logística, segurança e economia nas estradas


O investimento do Governo do Paraná em rodovias de concreto chegou nesta metade de 2025 a 500 km. Quatro obras ainda não entram nessa conta porque estão em processo de planejamento ou licitação, com o orçamento sigiloso.

As obras estão espalhadas em todo o Paraná: no Sudoeste são 140 quilômetros de concreto na PRC-280; na região central, a PRC-466 está sendo duplicada de Guarapuava a Pitanga; no Litoral, a novidade é a duplicação em concreto da ligação entre Matinhos e Praia de Leste; e na Grande Curitiba, a duplicação da Rodovia dos Minérios e a pavimentação da ligação entre Mandirituba e São José dos Pinhais.

A adoção desse material inovador, que vem sendo utilizado para renovar a logística rodoviária paranaense, traz uma série de benefícios, a começar pela alta durabilidade. Esse novo pavimento rígido tem vida útil de pelo menos o dobro do flexível, de asfalto: 20 anos contra 10 anos.

Os projetos adotado no Paraná se inspiram nas estradas mais eficientes do mundo: as americanas e as alemãs. “Como um Estado forte na produção agrícola e industrial, fomos buscar as melhores soluções de infraestrutura adotadas pelo mundo. As estradas de concreto são opções mais duradouras e que aguentam melhor o tráfego pesado”, disse o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

Os custos de manutenção também são mais favoráveis em rodovias de concreto, pois estas não apresentam deformações ou buracos com o decorrer do tempo, algo que é bastante comum em vias asfaltadas. Normalmente, as intervenções necessárias no piso rígido ocorrem com mais tempo de uso, sendo via de regra simples e pontuais. Isso permite, por exemplo, que o Estado não tenha que investir em um contrato de manutenção constante, como se faz obrigatório para o pavimento flexível. Assim, a longo prazo, a alternativa se mostra mais econômica.

Com obras ocorrendo de forma bem mais espaçadas, o condutor também sai em vantagem, pois não tem que enfrentar vias bloqueadas ou com trechos de lentidão por conta de reparos ou melhorias com tanta frequência. O concreto proporciona ainda melhor aderência aos pneus, diminuindo o risco de aquaplanagem em dias de chuva. Sendo um material mais claro, ele absorve menos calor, reduzindo a temperatura nas pistas, e é muito mais visível à noite, aumentando a segurança de quem trafega.


WHITETOPPING 


Uma das técnicas de utilização do pavimento de concreto é por uma batizada de whitetopping. Nele, uma camada de concreto é colocada em cima de uma base pré-existente de asfalto. Desta forma, a obra fica mais barata e tem execução mais célere. O trecho entre General Carneiro e Palmas, na PRC-280, foi o primeiro do Estado a ser concluído desse modo, em março de 2023. O asfalto antigo passou por intervenções preparatórias para receber o concreto, que variou entre 22 e 28 centímetros ao longo do trecho.


OBRAS


Pelo DER/PR, estão na lista três trechos da PRC-280, todos em whitetopping. Já foram concluídas as etapas de Palmas, que envolveu 59,55 km e custou cerca de R$ 155 milhões, e da ligação entre Palmas e Clevelândia (45 km; R$ 188 milhões). Os 37,49 km do caminho entre Palmas e Clevelândia estão em andamento, devendo ficar prontos até novembro, dando mais segurança e conforto aos usuários do principal corredor logístico do Sudoeste. A concretagem já foi concluída.

O trajeto entre Guarapuava e Lidianópolis, pela PRC-466, é o que tem mais etapas programadas. A fase atual consiste em três trechos em andamento, ligando Guarapuava, Palmeirinha, Turvo e Pitanga. A PRC-466 faz ligação de municípios da região com a BR-277, que segue até o Porto de Paranaguá e, a Oeste, até a fronteira com Paraguai e Argentina. Esses trechos contemplam 84 km de duplicação com piso de concreto, a um investimento de quase R$ 948 milhões.

Outro trecho, entre Pitanga e Manoel Ribas, já está em fase de licitação. O projeto inclui restauração com whitetopping em 43 km de pista, implantação de novas faixas em ambos os sentidos, terceiras faixas, drenagem e áreas para paradas de ônibus. Há ainda a previsão de outros 51,86 km para conectar com concreto Manoel Ribas a Lidianópolis.

A duplicação em concreto da Rodovia dos Minérios (PR-092), em Almirante Tamandaré e Curitiba, era esperada há 30 anos. A primeira parte foi entregue em outubro de 2024, com 4,74 km entre os dois municípios. Foram desembolsados R$ 152 milhões nesse percurso. Complexa, contou com 14 obras de arte especiais (OAE), sendo 10 pontes e quatro viadutos.

A fase 2, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), já está em execução. Tem 1,28 km, com investimento de R$ 50,7 milhões – que incluem iluminação, sinalização e ciclovia. A terceira etapa, de 8,3 km, aguarda licitação.

O trecho da PR-180, entre Goioerê e Quarto Centenário, tem 11,13 km de whitetopping e investimento de R$ 65,8 milhões. Recebeu também ampliação de capacidade com alargamento das faixas, implantação de terceiras faixas e acostamentos, correção de curvas e três novas interseções.

A duplicação do Contorno Oeste de Cascavel dá mais agilidade na conexão entre a BR-277 e a BR-163, além de criar uma ligação mais segura aos motoristas. A obra totalizou mais de 19 quilômetros e custou cerca de R$ 124 milhões.

Também está sendo executada a restauração da PR-151 entre Ponta Grossa e Palmeira. A obra, de R$ 257 milhões, tem 32,71 km. Serão realizados o alargamento das faixas, implantação de acostamentos com 3 metros e pavimentação de 15,2 km de terceiras faixas.

A ampliação e restauração das PRC-487 e PR-460 entre Nova Tebas e Pitanga teve licitação concluída em maio. O trecho tem 51,52 km e custo de R$ 267 milhões.

A PR-412, entre Matinhos e Pontal do Paraná, terá 14,28 km duplicados. O Estado vai desembolsar R$ 274,5 milhões. Está prevista pista central em concreto, vias marginais em asfalto, novas pontes e viaduto, ciclovia, rede de drenagem e calçadas.

A ligação entre Mandirituba e São José dos Pinhais, com custo de R$ 96,8 milhões e 26,61 km, já entrou na fase de concretagem. O projeto inclui ciclovia, nova iluminação e preservação de trechos históricos.

O novo Contorno Sul de Curitiba, entre a Capital e Araucária, está em fase de licitação. Terá 9,37 km de extensão, pistas duplicadas, ciclovia, dois viadutos, uma trincheira e ponte sobre o Rio Barigui.

 
 
 

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