Polícia desarticula esquema milionário de desvio de carga em Mato Grosso
- Fenatac Comunicação

- 25 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
Por Portal Be News
Atualizado em: 24 de junho de 2025 às 15:57
Da Redação

Terceira fase da Operação Safra cumpre 63 mandados contra organização criminosa que furtava soja e milho em fazendas e empresas de Mato Grosso
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (24), a terceira fase da Operação Safra, voltada ao combate de uma organização criminosa especializada no furto e desvio de cargas de soja e milho no estado. As investigações apontam prejuízos que ultrapassam R$ 20 milhões, com vítimas entre empresas do agronegócio e fazendas situadas em regiões estratégicas de produção.
A Operação Safra teve início em julho de 2021, quando a Polícia Civil desmantelou um grupo criminoso com base no Estado de São Paulo, responsável por furtos e roubos de cargas de grãos em Mato Grosso e em outros estados. A segunda fase foi deflagrada em setembro de 2022, ampliando as investigações sobre a atuação da quadrilha. Desde então, o trabalho da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) tem buscado desarticular os diversos núcleos da rede criminosa que ataca a principal atividade econômica do estado: o agronegócio.
Nesta nova etapa, o foco das diligências é o operador financeiro do grupo. Estão sendo cumpridas 63 ordens judiciais, incluindo 19 mandados de busca e apreensão, 22 de bloqueio e sequestro de contas bancárias, cinco de indisponibilidade de imóveis e 17 bloqueios de veículos. As ações ocorrem nos municípios de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sapezal, Tangará da Serra e Cuiabá. Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, com base nas investigações da GCCO.
Os alvos são investigados pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O principal objetivo desta fase é o bloqueio de valores e a apreensão de bens adquiridos com recursos ilícitos.
Funcionários ajudavam quadrilha
A investigação identificou que o grupo agia com apoio de funcionários cooptados em fazendas como Guapirama, Sulina, Colorado, Kesoja e Fazenda Feliz. Balanceiros, operadores e até gerentes facilitavam o carregamento de caminhões sem documentação fiscal, diretamente de silos e armazéns, o que dificultava a detecção imediata dos crimes pelos proprietários.
As cargas furtadas eram levadas até uma empresa em Cuiabá, já investigada na fase anterior da operação, onde os grãos eram “esquentados” com a emissão de notas fiscais falsas. O esquema contava ainda com núcleos especializados em falsificação de documentos e movimentação financeira para lavagem de dinheiro.
Segundo o delegado Gustavo Belão, responsável pela investigação, os prejuízos identificados nesta terceira fase somam cerca de R$ 4,5 milhões. No entanto, o dano real pode ser muito maior, já que grande parte das cargas desviadas não foi registrada oficialmente.
Nas fases anteriores da operação, foram identificadas pelo menos 152 cargas furtadas, somando mais de seis milhões de quilos de grãos, com prejuízos superiores a R$ 16,3 milhões para transportadoras e seguradoras







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