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Sustentabilidade e otimização: como a tecnologia vai impulsionar a logística no país em 2023

POR IMPRENSA | DEZ 20, 2022 | NOTÍCIAS, OUTROS

Nos últimos anos, o setor logístico foi marcado pelo investimento em tecnologia e pela aceleração da transformação digital nas operações. Com o amadurecimento do comportamento do consumidor online e a jornada cada vez mais híbrida, aumenta a demanda por entregas cada vez mais flexíveis, ágeis e convenientes. Segundo relatório da CapGemini, 55% dos consumidores trocariam de varejista se ele oferecesse um serviço de entrega mais rápido.

Fato é que, hoje, podemos dizer que a logística se tornou o centro das atenções para a promoção da melhor experiência de compra. Por isso, neste artigo, trago algumas reflexões sobre as tecnologias e as tendências para o ano de 2023, e o que as empresas devem priorizar para alcançar bons resultados no próximo ano, dado o cenário de alta competitividade.

Compromisso com sustentabilidade

Primeiramente, podemos esperar por parte das empresas maior compromisso com as questões voltadas para a sustentabilidade. O transporte de mercadorias apresenta um alto impacto no ambiente. Por isso, no caso do setor logístico brasileiro, que possui grande dependência do modal rodoviário, é bem provável que ao longo do próximo ano vejamos maior engajamento por parte das empresas para realizar entregas mais inteligentes, com investimento em soluções que otimizem as rotas, diminuindo assim a queima de combustíveis. Assim, tenho a certeza de que soluções de roteirização e monitoramento de cargas, com foco em otimização de rotas e em diminuição do tempo de viagem ganharão ainda mais relevância e poderão ser grandes aliados para a realização de entregas mais sustentáveis.

Ainda no viés da sustentabilidade, a economia colaborativa ganha mais relevância para escalar as operações de entregas por meio da utilização de pontos de retirada no first e last mile, diminuindo significativamente a quilometragem rodada pelas frotas por conta da centralização das entregas.

Marketplaces

Outra tendência que continuará forte em 2023 serão os marketplaces. Somente em 2021, US$3,23 trilhões foram gastos globalmente nos 100 principais marketplaces. Nos Estados Unidos, por exemplo, dados da Mirakl mostram que cerca de metade dos consumidores (51%) afirmaram comprar “exclusivamente” ou “muito” nos marketplaces em 2021.

Com a maior necessidade de personalização da jornada de compra, grandes players do setor acabam ajudando vendedores a alcançar novos consumidores. Então, podemos estar certos de que os marketplaces continuarão representando uma fatia significativa em representatividade de vendas no e-commerce. Assim, é de se imaginar que o desenvolvimento de soluções em tecnologia mais especificamente voltadas para a gestão de sellers nos marketplaces também seja uma forte tendência para o próximo ano.

Integrações logísticas

Aqui vale destacar também o papel importante das integrações logísticas ao longo de toda a cadeia de abastecimento e o compartilhamento de dados com transparência e confiabilidade. Nesse sentido, a tecnologia tem um papel fundamental, já que auxilia na criação de processos mais rápidos e automatizados, minimizando a possibilidade de erros. O relacionamento entre transportadoras, varejistas e operadores logísticos deverá ser cada vez mais baseado em dados e, nesse aspecto, a tecnologia auxilia na promoção de melhor visibilidade e conectividade ao longo da cadeia.

Com um mercado mais maduro e aderente ao varejo online, será preciso acompanhar as demandas do consumidor. Assim, o investimento em tecnologias de automação com foco em melhorias em produtividade é um caminho sem volta para as operações manterem um nível de eficiência competitivo. Um exemplo é a robotização na cadeia de suprimentos, com a adoção de robôs nos processos de carregamento e descarregamento de caminhões e picking. Para o próximo e os outros anos, a tendência é de que isso se torne cada vez mais comum nas operações logísticas. Velocidade e visibilidade são dois fatores determinantes para a eficiência de qualquer operação logística. Assim, a partir da necessidade de colaboração, é bem provável que cada vez mais vejamos as empresas expandindo as suas redes de fornecedores, de tecnologia, apoiando-se cada vez mais na utilização inteligente de Big Data e distribuição, com o objetivo de obter uma cadeia logística mais resiliente, competitiva e ágil.

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