Tarifas dos EUA estimulam estratégia brasileira de diversificação comercial
- Fenatac Comunicação

- 11 de ago. de 2025
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Portal Be News
11 de agosto de 2025 às 9:10
Da Redação

Ministro de Portos e Aeroportos destaca abertura de 390 novos mercados e ampliação de parcerias internacionais
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, declarou que a recente decisão dos Estados Unidos de impor tarifas a produtos brasileiros, embora negativa para o setor produtivo, acabou impulsionando o Brasil a acelerar a abertura de mercados alternativos no exterior.
“Em pouco menos de dois anos e meio, o governo Lula abriu mais de 390 novos mercados. Eu olho essa decisão dos EUA como um momento de reflexão. Não gostaríamos que tivesse acontecido, mas já que aconteceu, o próprio setor produtivo vai acelerar o que já estava acontecendo ao abrir novos mercados com a Ásia, Europa e outros países”, disse o ministro, durante participação no seminário Esfera Infra, realizado no último sábado (9), no Recife (PE).
Costa Filho classificou como “contraproducente” a mistura de agendas políticas e econômicas nas relações comerciais entre os dois países, ressaltando que a medida norte-americana pode gerar impacto no emprego e na atividade econômica no Brasil. “Emprego não é de direita nem de esquerda. Emprego é do povo brasileiro. Estamos prejudicando milhares de empresas por conta dessa taxação”, afirmou.
Segundo o ministro, a taxação vem em um contexto de fragilidade da economia dos Estados Unidos. “Em pouco menos de 8 meses de governo Donald Trump, os EUA estão sendo levados à recessão, aumento do desemprego e aumento da inflação, prejudicando a economia mundial”, disse.
O evento também contou com a presença do ministro das Cidades, Jader Filho, que disse esperar uma mudança de postura no cenário norte-americano. “Tenho a impressão de que as grandes cabeças dos Estados Unidos pressionarão para que essa bola baixe, e que acabe essa loucura que está estabelecida na política internacional norte-americana”, afirmou.
Já o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, destacou que, sob o governo Trump, foram suspensas legislações que puniam empresas americanas envolvidas em corrupção no exterior. Ele ressaltou que o Brasil, desde o fim da ditadura, construiu instituições sólidas voltadas à cooperação internacional e à governança multilateral, também no combate à corrupção. “Isso aconteceu em diversas áreas, e também na de combate e enfrentamento à corrupção, que se dá em cima de três pilares: a transparência, supervisão e sancionamento”, afirmou.







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