top of page
Buscar

Trecho da BR-381 ameaça desabar

POR IMPRENSA | DEZ 21, 2022 | NOTÍCIAS, OUTROS

Parte da BR-381 ameaça desabar em Antônio Dias, no Vale do Aço. As fortes chuvas que atingem Minas Gerais causaram uma erosão que destruiu parte do aterro que sustenta a pista perto da ponte Sá Carvalho, localizada sobre o rio Piracicaba. Apesar de o desvio estar sendo feito pelos túneis Piracicaba, a situação é preocupante, já que as estruturas foram inauguradas e fechadas em um intervalo de dois dias em outubro deste ano, apresentando problemas de iluminação e sinalização.

Cerca de 766 mil pessoas moram nos quatro municípios do Vale do Aço (Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Santana do Paraíso), e nas 24 cidades da região metropolitana. Segundo Halesi Carvalho, que trabalha na comunicação da prefeitura de Antônio Dias, não é a primeira vez que há problemas no local.

“É a terceira vez que essa situação ocorre. O local está sofrendo erosão e já foram feitas obras de drenagem e também para o posicionamento de pedras (no paredão). Uma nova interdição, caso haja interdição também dos túneis, vai sobrecarregar as estradas usadas para desvio, prejudicando todo o Vale do Aço”, explica.

Carvalho detalhou que situação semelhante ocorreu no início deste ano e também no começo de 2021. Sobre os túneis Piracicaba, Carvalho informou que as estruturas foram inauguradas no dia 28 de outubro, no entanto, na segunda-feira (31), do mesmo mês, as passagens foram fechadas. “Os túneis não têm iluminação noturna, nem sinalização”, explicou. Os túneis, com 430 metros de extensão, ficam no km 291,07 e no km 291,5 da rodovia. É relevante ressaltar que o Vale do Aço é importante para atividade industrial, sobretudo da mineração e da siderurgia.

Transtornos

Presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg) e vice-presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga de Minas Gerais (Fetcemg), Gladstone Lobato afirma que são muitos os transtornos causados pela situação e que acarretam prejuízos para a categoria. Conforme ele destaca, os profissionais atualmente têm medo de pegar a estrada. O dia a dia de trabalho,ressalta Lobato, se torna uma aventura da qual não se sabe se sairá vivo.

“Essa pista, independentemente de chuva ou não, sempre tem problema. Situações como a verificada nesta semana isolam o Vale do Aço, trava os atendimentos às cidades, de certa forma trava o país”, afirma.

Lobato lembra que, em meio aos riscos de queda e às obras inacabadas, o volume de trânsito está cada dia maior no local. Neste momento, segundo o presidente do Setcemg, o trecho já não pode nem ser considerado mais uma estrada, mas se transformou em “avenida”.

“Tem que ter muito cuidado para trafegar por lá. Quando há trechos de interdição, ainda temos que pensar em alternativas, encontrar locais melhores para ‘dar volta’. A situação é preocupante, já que o Vale do Aço é uma região de Minas altamente importante”, afirma.

Os transtornos em relação ao trecho têm sido tantos que o caminhoneiro Kildare Campos afirma que têm até evitado prestar serviços para a região. O motorista tem optado em ficar somente na grande Belo Horizonte, devido às condições da estrada.

“Tem um bom tempo que eu não viajo para o lado de lá. Eu cheguei até a passar no túnel; estava aberto apenas um. A condição da estrada está muito ruim. Estou trabalhando mais aqui na grande BH mesmo. Para o lado de lá, estou evitando de ir pelas condições da estrada mesmo”, explica.

Posicionamento

Em nota, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) informou que acionou a empresa responsável pela manutenção da rodovia e que a organização iniciou os serviços de recuperação ainda nesta terça-feira (20). A pista recebeu sinalização e o tráfego foi desviado para os túneis. “Está prevista a implantação de um bueiro para resolver a questão de drenagem existente, que é o que está provocando a evolução da erosão no trecho da BR-381/MG. Também será feita uma proteção na encosta”, completou. No entanto, o departamento, apesar de questionado, não explicou o motivo de os túneis não estarem anteriormente abertos, nem a causa de a obra ter sido entregue inacabada e interditada, logo em seguida.

Comentários


bottom of page