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Zona Franca de Manaus prevê custo adicional de R$ 500 mi com transporte em meio à seca

  • 11 de set. de 2024
  • 2 min de leitura

Chamada "taxa seca" chega a US$ 5 mil por contêiner e vem sendo cobrada desde 1° de agosto, antes do período crítico da estiagem

Pedro Zanatta da CNN, São Paulo

11/09/2024 às 09:13


Barco encalhado devido à seca que afeta o rio Negro, maior afluente esquerdo do rio Amazonas, no distrito de Cacau Pirera, em Iranduba, estado do Amazonas • 02/09/2024REUTERS/Bruno Kelly


A seca no Brasil vem pressionando o custo das operações na Zona Franca de Manaus. Cálculos da Federação das Indústrias do estado do Amazonas (Fieam) estimam um gasto adicional de R$ 500 milhões apenas com transporte neste ano.

O valor extra, que vem sendo chamado de “taxa seca”, decorre de práticas que a indústria tem adotado para mitigar os efeitos da severa estiagem na chegada de insumos e saída de produtos do polo industrial.

O cenário vem se desenhando com mais força em agosto, segundo relata à CNN o presidente da instituição Antonio Silva. Segundo ele, essa taxa chega a US$ 5 mil por contêiner.

“Não temos a BR-319 asfaltada – a rodovia que liga o Amazonas a Rondônia e ao resto do país – e a maioria dos bens produzidos no Polo Industrial de Manaus depende dos transportes pelos rios, que não permitem a navegabilidade de navios de grande porte na região no período de estiagem”, avalia o representante.

Além de ter que recorrer a rotas alternativas, para driblar a seca, o setor vem tendo custos adicionais com a elevação nos estoques de componentes, uma alteração dos fluxos logísticos para se adequarem ao cenário.

Outra estratégia adotada pelas empresas é o fechamento contratos de venda antecipada às lojas.


Energia mais cara


Além do transporte, a falta de água também eleva o preço da energia para o setor, que já é responsável pelo consumo de quase 32% de toda a geração nacional.

Na semana passada, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) elevou para bandeira vermelha patamar 1 a cobrança extra sobre a conta de luz em setembro.

A classificação tem custo adicional de R$ 4,463 por cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Segundo um relatório da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), dentre as fontes energéticas, a participação da eletricidade no segmento industrial é de 21,5%, seguido por bagaço de cana (22,4%) e carvão mineral (11,6%).

 
 
 

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