Acordo entre Mercosul e União Europeia entra em vigor em 1º de maio
- 25 de mar.
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UOL Economia
Publicado em 24 de março de 2026

O governo federal anunciou hoje que o acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia começa a valer em 1º de maio de 2026.
O que aconteceu
O Congresso Nacional ratificou o pacto comercial na semana passada. O Brasil avisou a Comissão Europeia sobre a aprovação em 18 de março, e os europeus confirmaram o recebimento do aviso nesta terça-feira (24).
O último passo no Brasil é a publicação do decreto de promulgação. Essa medida final transforma o acordo internacional em lei obrigatória e o incorpora definitivamente às regras do país.
O tratado corta tarifas para a maioria dos produtos trocados entre os blocos. A redução atinge 91% dos itens comprados pelo Mercosul e 95% das mercadorias importadas pela União Europeia.
O acordo envolve um mercado de 718 milhões de consumidores. Juntos, os países dos dois continentes somam um PIB (Produto Interno Bruto) de aproximadamente US$ 22,4 trilhões.
O texto foi assinado em janeiro deste ano em Assunção, no Paraguai. A entrada em vigor encerra de forma provisória um processo intenso de negociação que durou mais de duas décadas.
Impacto na economia
O governo estima um crescimento de R$ 37 bilhões no PIB brasileiro. O Ministério do Desenvolvimento projeta ainda um aumento.
O comércio atual com a Europa garante 3 milhões de empregos no Brasil. No ano passado, as trocas comerciais entre o país e o bloco europeu bateram o recorde de US$ 100 bilhões.
O que diz o governo
Os ministérios trataram o acordo como um marco histórico para o país. Em nota conjunta, as pastas definiram a medida como "um dos mais ambiciosos projetos de integração econômica e inserção internacional já empreendidos pelo País".
A redução de barreiras vai criar condições favoráveis para os negócios. O governo afirma que empresas e consumidores terão mais acesso ao mercado global e a produtos europeus diversificados.
O foco agora é garantir a implementação completa do pacto comercial. "O governo seguirá trabalhando para que os benefícios se traduzam em crescimento, geração de empregos e desenvolvimento sustentável", conclui a nota oficial.




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