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Agro paulista registra superávit de US$ 2,79 bi no início de 2026

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Portal Be News - Júnior Batista

Publicado em 13 de março de 2026

Fonte: Portal Be News
Fonte: Portal Be News

Exportações somaram US$ 3,76 bilhões no primeiro bimestre e confirmam a força e diversidade do setor no comércio internacional


O agronegócio paulista iniciou 2026 com desempenho positivo no comércio exterior. Nos dois primeiros meses do ano, o setor registrou superávit de US$ 2,79 bilhões, resultado de exportações que somaram US$ 3,76 bilhões e importações de US$ 0,97 bilhão.


No período, o agronegócio respondeu por 40,2% de tudo o que o Estado de São Paulo exportou, enquanto as importações do setor representaram 7,5% do total estadual, reforçando o peso da atividade na economia paulista.


Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, os números mostram a capacidade competitiva do setor.


“O resultado do primeiro bimestre confirma a força e a diversidade do agro paulista no comércio internacional. São Paulo reúne produção, indústria e tecnologia, o que permite ao estado manter um desempenho sólido nas exportações mesmo em um cenário global desafiador. Carnes, produtos florestais e o complexo sucroenergético seguem mostrando a competitividade do nosso setor produtivo”, afirmou.


Principais produtos exportados


O complexo sucroalcooleiro liderou as vendas externas do agronegócio paulista, respondendo por 28% do total exportado, com US$ 1,05 bilhão. Dentro desse grupo, o açúcar representou 94,7% das exportações e o etanol, 5,3%.


Na sequência aparece o setor de carnes, responsável por 16,6% das exportações, com US$ 623 milhões, sendo a carne bovina responsável por 82,1% do total.


Os produtos florestais ficaram em terceiro lugar, com 15,3% de participação e US$ 576,34 milhões, impulsionados principalmente pela celulose (67,8%) e pelo papel (26,9%).


Também se destacaram os sucos, com 9% de participação e US$ 337,7 milhões, sendo 96,8% de suco de laranja, e o café, que respondeu por 7,4% das exportações, com US$ 279,17 milhões, principalmente de café verde (72,9%).


Juntos, esses cinco grupos concentraram 76,3% das exportações do agronegócio paulista. Já o complexo soja, na oitava posição da pauta exportadora, registrou US$ 120,48 milhões, equivalente a 3,2% do total, com destaque para soja em grão (57,9%) e farelo de soja (24,1%).


Variações nas vendas externas


Na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento nas exportações de produtos florestais (+16,5%) e carnes (+9,8%). Por outro lado, foram registradas quedas nas vendas de sucos (-44,3%), complexo soja (-39,4%), sucroalcooleiro (-8%) e café (-5,9%).


As oscilações refletem tanto variações de preços quanto de volumes exportados no mercado internacional.


Destinos das exportações


A China manteve-se como o principal destino das exportações do agro paulista, com 20,5% de participação, comprando principalmente produtos florestais, carnes, fibras têxteis e itens do complexo soja.


Na sequência aparecem a União Europeia, com 16,9%, e os Estados Unidos, com 9,7% das compras.


Peso no agro nacional


No cenário nacional, São Paulo ocupa a segunda posição no ranking de exportações do agronegócio, com 16,6% de participação, ficando atrás apenas de Mato Grosso, que lidera com 20,5%.


A análise da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada mensalmente por pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.


Diversificação fortalece o setor


Para o economista Denis Castro, o resultado do primeiro bimestre destaca não apenas o saldo positivo, mas também a diversidade da produção agrícola paulista.

Segundo ele, a variedade de commodities produzidas no estado fortalece o setor e ajuda a reduzir os impactos de oscilações no mercado internacional.


“O superávit e a diversidade de produtos tornam o agronegócio paulista extremamente relevante para o Brasil e para o estado de São Paulo, tanto na geração de empregos quanto na balança comercial. Essa variedade também funciona como uma proteção contra a volatilidade do cenário internacional”, afirmou.


Castro acrescenta que o peso das exportações do estado contribui para a entrada de dólares no país.


“A resiliência e a potência do agro paulista têm grande impacto nas transações da balança comercial. Isso traz muitos dólares para o Brasil e pode contribuir para tornar o câmbio mais favorável ao consumidor brasileiro”, concluiu.

 
 
 

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