Agronegócio bateu recorde de empregos no terceiro trimestre de 2025
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Setor foi responsável por 26,35% dos trabalhadores brasileiros ocupados no período
Por Marcelo Beledeli - Porto Alegre
09/02/2026 18h09 | Atualizado há um dia

O agronegócio brasileiro empregou 28,58 milhões de pessoas no terceiro trimestre de 2025, um aumento de 2% (ou de quase 569 mil pessoas) em relação ao mesmo período de 2024, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Este é o maior contingente registrado para um trimestre, considerando-se toda a série histórica do Cepea/CNA, iniciada em 2012.
No mercado de trabalho brasileiro, a mesma comparação mostra avanço de 1,3%, equivalente a aproximadamente 1,37 milhão de trabalhadores. Com esse resultado, a participação do setor no total de trabalhadores no país foi de 26,35% no período, acima dos 26,15% registrados no mesmo trimestre de 2024.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a ocupação no agronegócio registrou aumento de 1,3%, o equivalente a 367,49 mil trabalhadores, enquanto o mercado de trabalho brasileiro apresentou relativa estabilidade.
No segmento de insumos, a população ocupada cresceu 1,5% na comparação anual. Com exceção das indústrias de rações, todas as atividades do segmento registraram crescimento no período, com destaque para as indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas. Segundo o estudo, o aumento no número de trabalhadores dessas indústrias ao longo do tempo reflete o fortalecimento econômico das atividades agropecuárias, cujo desenvolvimento gradual nos últimos anos tem ampliado a demanda por insumos do agronegócio.
Para as atividades dentro da porteira, o contingente aumentou 0,7% em um ano, desempenho que se deve ao crescimento tanto na agricultura quanto na pecuária. Já na agroindústria, a comparação anual mostra crescimento de 1%.
De acordo com pesquisadores do Cepea/CNA, entre as agroindústrias de base agrícola, contribuíram para o incremento no segmento as de vestuário e acessórios, de bebidas, de móveis de madeira, indústria do etanol. Quanto às de base pecuária, o desempenho positivo se deveu aos crescimentos observados nas agroindústrias de abate de animais e de laticínios.
Rendimentos
No terceiro trimestre de 2025, o rendimento médio dos empregados no agronegócio foi de R$ 2.760, valor inferior à média nacional de R$ 3.279. Comparados ao mesmo período de 2024, com exceção da indústria de insumos, todos os segmentos apresentaram variação positiva nos seus rendimentos médios, com destaque para a agricultura (6,3%), a agroindústria pecuária (5,2%), e os agrosserviços (3,0%).
Para os empregadores, o rendimento médio no agronegócio foi de R$ 7.959, abaixo dos R$ 8.651 registrados para a economia brasileira. Em relação ao mesmo trimestre de 2024, houve um aumento de 3,5% nesta categoria, com importante elevação tanto na agricultura (25%) quanto na pecuária (13,9%).
Entre os trabalhadores por conta própria, o rendimento médio foi de R$ 2.325, inferior aos R$ 2.901 observados para o Brasil no trimestre. Na comparação anual, houve um aumento real de 6% no rendimento médio desta categoria.







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