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Aportes chineses no Brasil cresceram 113% em 2024, diz levantamento

Portal Be News

6 de setembro de 2025 às 8:46

Da Redação

Fonte: Portal Be News / Foto: Ricardo Stuckert / PR
Fonte: Portal Be News / Foto: Ricardo Stuckert / PR

Dados do CEBC divulgado esta semana mostra que país foi o emergente que mais atraiu capital da China, com destaque para os setores de eletricidade e petróleo


Levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), divulgado na quinta-feira (4), indica que os investimentos chineses no Brasil atingiram US$ 4,8 bilhões em 2024, um crescimento de 113% em relação ao ano anterior.

O estudo destaca que o Brasil foi a economia emergente que mais atraiu capital chinês no ano passado e ocupou a terceira posição entre os países que mais receberam investimentos produtivos da China no mundo. Segundo o CEBC, a retomada de grandes projetos de infraestrutura a partir de 2023, dependentes de decisão governamental para sua execução e promoção, alterou o perfil dos aportes.

De acordo com o levantamento, a participação chinesa no setor de eletricidade liderou os investimentos em 2024. “Com participação de 34%, o setor de eletricidade liderou a atração de investimentos chineses no Brasil, com aportes que somaram US$ 1,43 bilhão – valor 115% superior ao verificado em 2023, marcando o maior crescimento relativo dos investimentos na área de eletricidade desde 2019”.

Na sequência, o setor de petróleo concentrou 25% dos investimentos, cerca de US$ 1 bilhão, “um dos maiores valores registrados na última década, o que mostra que, mesmo com forte presença chinesa na área de transição energética no Brasil, ainda há grande interesse por projetos ligados a combustíveis fósseis”.

O levantamento também aponta a distribuição dos investimentos em outros segmentos: fabricação de automotores (14%), mineração (13%), transporte terrestre (12%) e fabricação de aparelhos elétricos (2%).

O CEBC observa que a China não deixou de investir no Brasil nos anos anteriores, mas que o perfil dos projetos era diferente. Entre 2015 e 2019, segundo o estudo, houve retração em obras dos setores elétrico e de petróleo, levando à priorização de projetos “menores” nas áreas de tecnologia da informação, indústria manufatureira e geração de energia a partir de fontes renováveis.


Distribuição geográfica


Outra mudança identificada pelo estudo é a distribuição geográfica dos investimentos, que têm migrado da concentração histórica na região Sudeste para outros polos do país.

O levantamento também analisa o comportamento dos aportes chineses em outros mercados. “Esses aportes caíram 11% nos EUA, mas cresceram na União Europeia e Reino Unido (47%) e Austrália (41%) – ainda que os valores totais investidos nessas regiões sigam bem abaixo dos montantes registrados em períodos anteriores. Na América Latina e Caribe, se desconsiderado o Brasil, os investimentos chineses caíram 8,4%.”

O governo federal atribui o desempenho brasileiro à mudança de postura da política externa a partir de 2023, com a reinserção do país em blocos econômicos anteriormente pouco explorados.

O crescimento percentual dos investimentos chineses no Brasil foi bem superior à alta de 13,8% no total dos investimentos estrangeiros no país em 2024, que somaram US$ 71 bilhões, segundo dados do Banco Central divulgados neste ano.

 
 
 

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