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Após disparada em abril, frete rodoviário recua 6,85% em maio

  • há 7 minutos
  • 2 min de leitura

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Publicado em 16 de junho de 2026


Fonte: Blog do Caminhoneiro
Fonte: Blog do Caminhoneiro

O frete rodoviário para transporte de cargas no Brasil registrou recuo de 6,85% em maio frente a abril deste ano, encerrando o mês em R$ 0,401 por tonelada/km rodado, segundo o Índice Frete.com de Preços (IFP). elaborado pela Frete.com, maior plataforma online de transporte rodoviário de cargas da América Latina, com 25 mil empresas e 900 mil motoristas cadastrados no Brasil.


Após a forte valorização observada em abril, impulsionada pelo pico do escoamento da soja, o mercado entrou em uma fase de acomodação. Na comparação com maio de 2025, entretanto, o indicador segue cerca de 18,6% acima do registrado há um ano, refletindo um ambiente de demanda logística ainda aquecido.


Embora o indicador tenha recuado no mês, a atividade logística continuou sustentada pela movimentação do agronegócio, especialmente pelas exportações do complexo soja e pela preparação do mercado para a entrada da segunda safra de milho, mantendo os fretes em patamar superior ao observado ao longo de grande parte de 2025.


Sudeste mantém liderança; Norte registra menor patamar


O Sudeste permaneceu como a região com os maiores valores médios de frete do país em maio, alcançando R$ 0,432 por tonelada/km rodado. Na sequência aparecem Sul (R$ 0,383), Nordeste (R$ 0,351), Centro-Oeste (R$ 0,331) e Norte (R$ 0,316).


A diferença entre as regiões reflete fatores como concentração industrial, infraestrutura logística, disponibilidade de  veículos e intensidade da demanda por transporte. Mesmo com a desaceleração observada no índice nacional, os principais corredores logísticos continuaram operando em ritmo elevado, especialmente nas regiões Sudeste e Sul.


Ao analisar os segmentos econômicos, a indústria apresentou os maiores valores médios de frete em quatro das cinco regiões monitoradas pela Frete.com. No Sudeste, por exemplo, o indicador alcançou R$ 0,437 por tonelada/km rodado, acima da média regional.


Agronegócio segue como principal vetor da demanda logística


Apesar da acomodação registrada em maio, os indicadores associados ao agronegócio continuam entre os destaques do ano. Entre as carrocerias monitoradas pela Frete.com, os graneleiros acumulam alta de 13,9% em 2026 na comparação com o mesmo período de 2025, enquanto as caçambas avançam 17,7%.


Em maio, os caminhões baú registraram o maior valor médio entre as principais carrocerias, alcançando R$ 0,629 por tonelada/km rodado. Na sequência aparecem sider (R$ 0,545) e graneleiro (R$ 0,343).


De acordo com Charles Monteux, CRO da Frete.com, “maio marcou uma acomodação natural dos preços após a forte movimentação observada durante o pico do escoamento da soja. Apesar da retração do indicador, o mercado seguiu sustentado pela atividade do agronegócio e pela expectativa em torno da entrada da segunda safra de milho, que deve intensificar a demanda logística nos próximos meses.”

 
 
 

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