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BNDES aprova R$ 7,3 bi para modernização de rodovias entre MG e RJ

  • 26 de fev. de 2025
  • 3 min de leitura

Por Portal Be News

26 de fevereiro de 2025 às 8:47

Da Redação


O trecho sob concessão tem 727 km e inclui a única rota terrestre para contornar a Baía de Guanabara, oferecendo acesso à Região dos Lagos e às regiões Norte e Nordeste do país. Foto: Divulgação/EcoRioMinas
O trecho sob concessão tem 727 km e inclui a única rota terrestre para contornar a Baía de Guanabara, oferecendo acesso à Região dos Lagos e às regiões Norte e Nordeste do país. Foto: Divulgação/EcoRioMinas

Investimento prevê duplicação de 303 km, recuperação do Arco Metropolitano e implantação de free flow


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta semana um apoio financeiro no valor de R$ 7,3 bilhões para que a concessionária EcoRioMinas possa investir em três rodovias federais, abrangendo trechos da BR-116, BR-465 e BR-493, entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Do total de recursos, R$ 663,4 milhões correspondem à linha de crédito Finem (financiamento para projetos de investimento) e R$ 6,6 bilhões em debêntures subscritas pelo Banco, em emissão que contou com a coordenação do BNDES, em conjunto com o BTG Pactual e Bradesco.

“O projeto aprovado está em sintonia com a diretriz de modernização do setor, que permitirá que as rodovias brasileiras sejam capazes de garantir o escoamento da produção nacional, além de trazer mais segurança e conforto para os usuários. O novo financiamento, estruturado pelo BNDES, com o apoio de bancos privados, beneficiará o dia a dia de brasileiros que percorrem a rodovia, que possui mais de 700 quilômetros entre Rio e Minas”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

A rodovia liga a Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RJ) a Governador Valadares (MG). O trecho foi concedido em maio de 2022 e prevê investimentos da ordem de R$ 15 bilhões até 2030. As obras devem gerar mais de 24 mil empregos diretos e indiretos. O projeto integra o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal.

Com os recursos contratados, a concessionária vai adquirir equipamentos, sistemas e veículos e aumentará a capacidade da rodovia para suportar o crescente volume de tráfego, especialmente em regiões de maior densidade populacional e atividade econômica.

Para isso, serão duplicados 303,2 quilômetros de vias e construídas mais de 255 km de faixas adicionais em trechos de subidas e locais com grande tráfego de veículos de carga. A ampliação da capacidade também inclui a criação de vias marginais, totalizando 85 quilômetros. Também fazem parte do projeto a recuperação do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro e a adoção do freeflow (cobrança automatizada sem passagem por cabine ou cancela) na Região Metropolitana da capital.

“A parceria com o BNDES foi essencial para viabilizar uma solução financeira customizada, combinando diferentes produtos de crédito. A combinação permitiu a estruturação dos financiamentos de longo prazo, que, aliada à geração de caixa da concessionária, assegura a execução dos investimentos previstos para a ampliação da capacidade, modernização e melhorias na EcoRioMinas. Esses recursos impulsionarão o desenvolvimento regional e a geração de empregos, além de proporcionar mais fluidez e segurança para os usuários”, afirmou Andrea Fernandes, diretora de Finanças Corporativas do Grupo EcoRodovias.


Debêntures


A operação contou com uma estrutura de financiamento estruturado, com várias séries de debêntures, dentre elas, uma na modalidade backstop, que pode vir a ser substituída por emissões futuras em condições mais favoráveis para o projeto. Já na primeira série, no montante de R$ 1,35 bilhão, integralizados no último dia 20 de fevereiro, 50% de seu volume foi adquirido pelo mercado.

O trecho sob concessão tem um total de 727 quilômetros e inclui a única rota terrestre para contornar a Baía de Guanabara, oferecendo acesso à Região dos Lagos e às regiões Norte e Nordeste do país.

O tráfego é predominantemente composto por veículos pesados, especialmente caminhões, para o escoamento de mercadorias entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro.

A rodovia é amplamente utilizada por setores como a agricultura, com o transporte de grãos e café, e pela indústria de mineração e siderurgia, principalmente com o transporte de minério de ferro e produtos industriais. Além disso, o acesso ao Porto de Itaguaí intensifica o uso da via para exportação e importação de bens.

 
 
 

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