Brasil cria 213 mil empregos com carteira assinada em setembro, aponta Caged
- Fenatac Comunicação

- 31 de out.
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País acumula mais de 1,7 milhão de novas vagas formais no ano; salário médio foi de R$ 2.332,47 entre trabalhadores típicos
R7
Economia | Do R7, em Brasília
30/10/2025 - 15h12 (Atualizado em 30/10/2025 - 16h16)

O Brasil criou 213.002 empregos com carteira assinada em setembro, uma queda de 38% em relação ao mesmo mês do ano passado. O patamar é o menor para o mês desde 2020, quando o Caged (Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados) adotou uma nova metodologia.
Os índices mostram que foram 2,29 milhões de admissões e 2,08 milhões de desligamentos formais no período, segundo dados do novo Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quinta-feira (30).
O índice mede o emprego com carteira assinada no país. No acumulado de janeiro a setembro, foram criadas mais de 1,7 milhão de vagas, e, nos últimos 12 meses, 1,4 milhão de vagas foram abertas.
Segundo o levantamento, foram registrados saldos positivos em todos os cinco grupos de atividades econômicas:
Serviços (+106.606 ou +0,5%)
Indústria (+43.095, ou +0,5%)
Comércio (+36.280 ou +0,3%)
Construção (+23.855 ou +0,8%)
Agropecuária (3.167 ou 0,2%).
Em setembro, todas as 27 unidades federativas tiveram crescimento, com destaque para São Paulo (+49.052), Rio de Janeiro (+16.009) e Pernambuco (+15.602).
Considerando variações relativas, os destaques foram Alagoas (+3%), Sergipe (+1,7%) e Paraíba (+1,1%).
Salário médio
O salário médio real de admissão em setembro de 2025 foi de R$ 2.286,34, uma redução de R$ 20,61 em comparação com o mês anterior.
Entre os trabalhadores típicos (empregados formais sob o regime da CLT), o salário médio foi de R$ 2.332,47, valor 2% superior à média geral. Entre os não típicos, a média salarial foi de R$ 1.949,35, o que representa 14,7% abaixo da média geral.
Perfil dos trabalhadores
O saldo de empregos em setembro foi mais favorável para os homens, com 117.145 novas vagas, em comparação às 95.857 criadas para as mulheres.
Os jovens de 18 a 24 anos (+110.953) e os adolescentes de até 17 anos (+31.105) foram os principais responsáveis pela expansão do emprego formal, concentrando 67% dos novos postos de trabalho no mês.







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