Brasil inicia rede de comunicação quântica
- 28 de mai.
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Space Money
Publicado em 25 de maio de 2026
Anatel e IME lançam a Rede Quandanga para desenvolver comunicação quântica no Brasil.
A Anatel e o Instituto Militar de Engenharia (IME) firmaram parceria para desenvolver a Rede Quandanga, primeira iniciativa brasileira de comunicação quântica com foco em segurança nacional. O projeto representa um avanço direto na proteção de infraestruturas críticas contra ameaças cibernéticas de próxima geração.
O que é a Rede Quandanga
A rede terá uma base física em Brasília, dedicada ao estudo e teste de duas tecnologias centrais: a Distribuição Quântica de Chaves (QKD) e a Criptografia Pós-Quântica (PQC). Ambas são métodos avançados para proteger conexões de alta sensibilidade contra interceptações e ataques digitais sofisticados.
A primeira reunião oficial ocorreu em 22 de maio de 2026. Pela Anatel, participaram o conselheiro Edson Holanda, a superintendente Suzana Rodrigues, o gerente Andrey Perez e o coordenador Humberto Pontes. O IME foi representado pelo general de divisão Juraci Ferreira Galdino e pelo tenente-coronel e pesquisador Vítor Carneiro.
Infraestrutura e tecnologias envolvidas
O projeto utilizará cabos de fibra óptica de longa distância para garantir conexões rápidas e seguras. O sistema também testará a tecnologia FSO (Free Space Optics), que transmite dados por feixes de luz pelo ar, combinando comunicação sem fio com criptografia avançada.
O IME já acumula resultados concretos nessa área. A instituição montou um laboratório com 40 km de fibra óptica e realizou com sucesso a transmissão de mensagens criptografadas usando chaves quânticas. Esse histórico técnico consolida o IME como núcleo operacional do projeto.
Integração com encriptadores nacionais
A iniciativa também iniciou o processo de integração com encriptadores de fabricação nacional. A medida busca fortalecer a indústria local e ampliar a capacidade técnica de profissionais brasileiros no setor de tecnologia e telecomunicações.
Posição do Brasil no cenário global
A própria Anatel reconhece que o Brasil ocupa uma posição ‘modesta’ no cenário global de desenvolvimento de tecnologias quânticas. O comunicado oficial do órgão aponta que a parceria representa uma oportunidade para acelerar a soberania tecnológica nacional.
Para a Anatel, o encontro abriu caminho para uma agenda que envolve segurança de redes, resiliência de infraestruturas críticas, inovação regulatória e participação em organismos internacionais de padronização, como o Setor de Padronização da União Internacional de Telecomunicações (UIT-T).
Contexto: ameaças cibernéticas impulsionam o projeto
O avanço constante de ameaças cibernéticas foi o principal fator que acelerou o desenvolvimento da iniciativa. Sistemas de criptografia clássica enfrentam riscos crescentes diante do progresso da computação quântica, que tem potencial para quebrar algoritmos de segurança amplamente usados hoje.
A Rede Quandanga surge como resposta estratégica a esse cenário, posicionando o Brasil para desenvolver capacidade técnica própria antes que essas ameaças se tornem operacionais em escala.




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