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Caminhões rodam até 100 mil km por ano no Brasil, aponta CNT

  • há 1 dia
  • 4 min de leitura

Mundo Logística

Publicado em 31 de março de 2026


De acordo com a entidade, estudo revelou que o transporte rodoviário opera em um nível elevado de atividade, especialmente nos primeiros anos dos veículos.


Fonte: Mundo Logística
Fonte: Mundo Logística

Um caminhão pesado pode percorrer pouco mais de 100 mil km no primeiro ano de vida, de acordo com o estudo “Transporte em Foco - Quanto rodam os veículos pesados no Brasil?”, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), que será divulgado nesta semana. De acordo com a entidade, os resultados confirmam que o transporte rodoviário opera em um nível elevado de atividade, especialmente nos primeiros anos dos veículos.


Os caminhões pesados, por exemplo, começam a trajetória com cerca de 106 mil km rodados por ano. Esse volume de uso reflete a centralidade do setor na logística brasileira: hoje, o modal rodoviário responde por cerca de 65% das cargas. Já os ônibus urbanos, que são responsáveis por 95% dos passageiros transportados no país, chegam a ultrapassar 75 mil km anuais no início da operação.


Outro ponto relevante do estudo é que, com base nas curvas de uso da frota, um caminhão pesado pode acumular mais de 790 mil quilômetros rodados já no décimo ano de vida e ultrapassar 1,8 milhão de quilômetros ao longo de 30 anos de operação.


De acordo com a CNT, o dado evidencia a longa vida operacional desses veículos no Brasil. A entidade ainda destacou que, atualmente, somente o transporte autônomo de carga possui mais de 769 mil veículos, dotados de 22 anos de idade, em média.


Com isso, as informações apresentadas no estudo revelam que o setor de transporte opera com ativos de altíssima longevidade e desgaste, o que torna o planejamento baseado em dados de uso real um diferencial competitivo cada vez mais relevante.


A pesquisa analisou dados que abrangem mais de 1,4 milhão de avaliações veiculares ambientais realizadas entre 2022 e 2025, cobrindo mais de 207,8 mil veículos pesados em todo o Brasil.


O levantamento ainda utilizou informações reais do Programa Ambiental do Transporte Despoluir, para traçar curvas inéditas de utilização da frota, uma ferramenta essencial para entender como caminhões e ônibus performam com o passar dos anos.


CAMINHÕES MÉDIOS, LEVES E SEMILEVES


O estudo apontou que os veículos de carga com portes médios, leves e semileves tendem a ser empregados em rotas caracterizadas com distâncias menores em relação aos veículos de longo curso. Para os caminhões médios, a a quilometragem atinge 44.145 km no primeiro ano e depois recua para 36.342 km no décimo ano de uso.


Esse comportamento de queda também foi identificado nos veículos de porte médio, porém com quilometragem inicial ligeiramente menor. Já os caminhões semileves exibem uma intensidade inicial de uso moderada e forte declínio ao longo do tempo.


Assim, a pesquisa apontou que a comparação indica que caminhões médios apresentam uma utilização superior a leves e semileves. Tal padrão pode refletir maior intensidade de uso desses modelos, em função da capacidade de carga e rotas mais longas de operação.


DADOS AJUDAM NA TOMADA DE DECISÃO NA GESTÃO DE FROTAS


Segundo a CNT, mais do que um dado operacional, o estudo pode ser utilizado como um instrumento para tomada de decisões contribuindo com a avaliação econômica de ativos, a gestão de manutenção periódica e a alocação adequada do veículo, adaptando o uso conforme a idade do veículo e o tipo de operação.


A entidade apontou que um dos principais achados do estudo é o comportamento da frota ao longo da vida útil. De forma geral, os veículos mais novos concentram maior volume de uso, com uma redução gradual conforme envelhecem.


No caso dos caminhões pesados, por exemplo, a quilometragem anual diminui de aproximadamente 106 mil km no primeiro ano para cerca de 74 mil km no sexto ano, observando a curva de intensidade de uso, seguindo em queda mais suave nos anos seguintes.


Mesmo diante desse cenário, os dados revelaram que unidades mais antigas continuam ativas e produtivas, muitas vezes sendo realocadas para operações de menor distância ou funções de apoio. De acordo com a CNT, o comportamento evidencia tanto a capacidade de adaptação das empresas e o aproveitamento eficiente dos ativos ao longo do tempo quanto a necessidade brasileira de promover maiores incentivos em renovação de frota.


A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, destacou que o estudo também traz impactos diretos para a gestão das empresas e para a sustentabilidade do setor. “Ao entender com mais precisão como os veículos são utilizados ao longo da sua vida útil, o transportador consegue planejar melhor a manutenção, evitar falhas, reduzir custos e até diminuir emissões”, apontou.


Com base nos resultados, a CNT defendeu o planejamento da renovação de frotas, com metas tecnicamente embasadas que considerem não apenas a idade dos veículos, mas também seu nível real de utilização em diferentes categorias. “Esses dados permitem decisões mais eficientes no dia a dia da operação, desde a escolha do tipo de operação até o momento ideal de renovar a frota, com ganhos econômicos e ambientais para todo o setor”, completou a executiva.

 
 
 

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