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Correios avaliam demissão de 10 mil funcionários para ajustar contas

Corte de despesas faz parte do plano de reestruturação e dá segurança por obtenção de crédito de R$ 20 bilhões

CNN Brasil

Fabrício Julião, Vitória Queiroz, da CNN Brasil, São Paulo e Brasília

14/11/25 às 09:28 | Atualizado 14/11/25 às 14:23

Fonte: CNN Brasil
Fonte: CNN Brasil

Os Correios avaliam a demissão de 10 mil funcionários como parte do plano de reestruturação da empresa - o correspondente a 8,6% do quadro atual da estatal. Os desligamentos devem se dar pelo novo PVD (programa de demissão voluntária) e o número de baixas ainda está sendo avaliado, podendo ser superior.

O corte de despesas é considerado fundamental pela companhia neste início de plano de reestruturação, como forma de dar segurança aos bancos e à União pela obtenção de crédito no valor de R$ 20 bilhões, que tem garantia do Tesouro Nacional.

A apresentação ao TCU (Tribunal de Contas da União) do planejamento para ajustar as contas da estatal foi feita nesta quarta-feira (14). As unidades técnicas do TCU deverão acompanhar a execução do plano e a participação do governo federal na operação de crédito prevista, incluindo o eventual envolvimento de bancos públicos.

Em 15 de outubro, a estatal detalhou que a primeira fase do plano reestruturação operacional e financeira consiste em três grupos de medidas:


  • Corte de despesas operacionais e administrativas;

  • Busca pela diversificação de receitas, com recuperação da capacidade de geração de caixa;

  • Recuperação da liquidez da empresa, de modo a retomar sua competitividade e a garantir estabilidade na relação dos Correios com empregadas e empregados, clientes e fornecedores.


No mês passado, em meio à tentativa de ajuste de contas da empresa, os funcionários passaram a cobrar aumento salarial e garantias trabalhistas. Federações e sindicatos que representam os trabalhadores dos Correios se reuniram em 14 de outubro com o presidente da estatal, Emmanoel Rondon.

“Estamos sem contratação desde o último concurso de 2011, quando tínhamos 128 mil trabalhadores. Hoje contamos com apenas 86 mil. Também falamos com o presidente que é preciso corrigir o plano de cargos e salários”, disse, na ocasião, José Aparecido Gandara, presidente da Findect (Federação Interestadual dos Empregados dos Correios).

 
 
 

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