Câmara tem votação sobre trabalho por aplicativo, fim da escala 6×1 e novo ministro do TCU
- 13 de abr.
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Publica - Wanessa Celina
Publicado em 13 de abril de 2026

A semana em Brasília começa com a decisão do novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Nesta segunda-feira, às 14h, a Câmara dos Deputados começa a votação para preencher a vaga deixada pelo ministro Aroldo Cedraz. Nos nomes indicados, estão a deputada Soraya Santos (PL-RJ), apoiada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, e o deputado Odair Cunha (PT-MG), que conta com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Após impasse entre Motta e o governo federal, a Câmara Federal também deve debater o fim da escala 6×1. Segundo o presidente da Casa, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema será votada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A comissão especial da Câmara que avalia a regulamentação do trabalho por aplicativo vota, nesta terça-feira, 14 de abril, o parecer do relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), ao Projeto de Lei Complementar 152/25, do deputado Luiz Gastão (PSD-CE).
A nova versão do parecer consolida o termo “trabalhador autônomo plataformizado”, ressaltando que a relação do profissional com a plataforma não cria vínculo empregatício. O texto também proíbe metas de tempo mínimo de trabalho e punições para quem recusar serviços ou ficar offline.
No Senado, após decisão do presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado não seria prorrogada, o relatório dos trabalhos da CPI deve ser apresentado nesta terça-feira, 14.
No mesmo dia, os membros da CPI aguardam o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para depor na última reunião da comissão. O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que há um volume imenso de documentos a serem analisados e que a não prorrogação da comissão foi um “grande desserviço para a nação”.
Já no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia de antecipar a sua saída da presidência, o ministro do STF Nunes Marques, atual vice, deve ser definido como novo presidente do Tribunal. Nesta terça-feira, 14, ocorrerá a eleição interna. A decisão da ministra permite uma transição mais amena para os ministros Nunes Marques e André Mendonça, que se tornará o vice-presidente, que irão liderar o processo eleitoral de 2026.
Também para terça-feira, está agendado o interrogatório do ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro pelo STF. Acusado de coação durante o processo penal na prisão de seu pai, ex-presidente, Jair Bolsonaro, o ex-deputado foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A denúncia afirma que Eduardo Bolsonaro atuou junto ao governo dos Estados Unidos para impor sanções ao Brasil e aos ministros do STF como forma de impedir o julgamento de Jair Bolsonaro. O interrogatório acontecerá por videoconferência e a Defensoria Pública da União (DPU) será encarregada da defesa do ex-deputado.
Agenda da semana de 13 a 17 de abril:
DIREITOS HUMANOS
Câmara
Sanções em danos ambientais (CPOVOS, 14/4, 14h): Comissão vota no projeto de lei, PL 4000/2024, que determina sanções penais e administrativas a condutas e atividades que fazem danos ambientais.
Crédito habitacional para policiais ( CSPCCO, 15/4, 14:30): Comissão debate projeto de lei, PL 4480/25, para incluir no Programa Habite Seguro a possibilidade de financiamento habitacional a profissionais em segurança pública quando há necessidade de mudança de domicílio por motivo de ameaça ou lesão corporal.
Senado
Repouso remunerado (CAS, 15/4, 9h): Comissão debate decreto que altera o decreto-lei da Consolidação das Leis do Trabalho para estabelecer repouso remunerado a pais que tenham perda gestacional.
STF
Direito ao silêncio (RE 1177984, 15/4): em julgamento virtual, ministros debatem se, no momento da abordagem policial, existe a obrigatoriedade de informar o preso sobre o direito de permanecer calado durante abordagem policial, interrogatórios ou depoimentos.
POLÍTICA
Câmara
Contas de água e esgoto na Sabesp (CDC, 16/4, 10h): audiência pública para debater os aumentos abusivos e irregulares nas contas de água e esgoto pela SABESP
Senado
Redução na conta de luz (CI, 14/4, 9h): A Comissão realiza uma reunião para debater a redução de tarifas de fornecimento de energia nas residências que há pacientes incluídos na assistência de atenção ou internação domiciliar pelo SUS que precisam de equipamentos que consomem energia elétrica.
Fake News Vacina (CAS, 15/4, 9h): Comissão vota a PL 2745/2021, que qualifica como crime a divulgação ou propagação de informações falsas sobre as vacinas.
STF
Parentes em cargos públicos (RE 1133118, 15/4): julgamento virtual irá debater se a proibição do nepotismo vale para cargos públicos, como ministro de Estado. O julgamento já conta com seis votos a favor da proibição.
Piso professores temporários (ARE 1487739, 15/4): caso iniciado em 2024, ministros votarão se o piso salarial para professores da educação básica na rede pública também vale para os professores temporários.
Difamação de Eduardo Bolsonaro: ministros julgam, entre os dias 17 e 28 de abril, ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Eduardo é réu por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que prestou queixa em 2021.
Julgamento de Eduardo Bolsonaro (AP 2782, 14/4): julgamento virtual do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, acusado de coação durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
EDUCAÇÃO
Wollying (CE, 15/4, 10h): Comissão de Educação debate incluir o conceito de wollying, violência física ou psicológica praticada entre mulheres, e a conscientização contra a prática durante a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher.
Jornada de trabalho dos professores (CE, 15/4, 10h): Comissão debate sobre a jornada de trabalho dos professores do magistério da educação básica.
SAÚDE
Câmara
Violência obstétrica (CSAUDE, 15/4, 9:30): Comissão discute o projeto de lei, PL 296/2025, sobre a comunicação obrigatória às autoridades da saúde em casos de violência obstétrica e traça diretrizes ao Poder Público de como enfrentar.
Agenda da semana da Pública é um serviço apresentado aos leitores aos domingos e segundas, concebido com base nas informações dos portais da Câmara, Senado e STF.




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