Empresas lançam operação logística com caminhões movidos a gás natural
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Portal Be News - Vanessa Pimentel
Atualizado em 25 de junho de 2026

Iniciativa prevê rede de transporte de longa distância com 2 mil veículos e redução de emissões de CO₂ em até 25%
O Grupo Nimofast, a Edge e a Green Cargo anunciaram nesta quinta-feira (25) o lançamento do Projeto GreenTech Logística Integrada, uma operação que estrutura o transporte rodoviário de longa distância com caminhões movidos a gás natural liquefeito (GNL), visando principalmente a redução de emissões e a meta de serem a maior plataforma de transporte rodoviário de longa distância movida a GNL do país.
A iniciativa cria uma nova rede logística nacional baseada em frota a gás, com fornecimento próprio de combustível e contratos de frete de longo prazo.
O projeto começa com 60 caminhões, mas a ideia é chegar a 2.000 veículos em até 24 meses, com investimentos estimados em R$ 8 bilhões ao longo de dez anos. A expansão ocorrerá em fases. Após a primeira entrega em 2026, a frota deve atingir 160 caminhões no primeiro trimestre de 2027, avançando até a meta total. O modelo é sustentado por contratos de longo prazo tanto para fornecimento de gás quanto para transporte de cargas.
A operação funcionará da seguinte forma: a Edge será responsável pelo fornecimento de GNL, a Green Cargo fornecerá os caminhões adaptados, e o Grupo Nimofast fará a gestão logística por meio da Interconecta Logística S.A.
O abastecimento será feito a partir do Terminal de Regaseificação de GNL de Santos (TRSP), no Porto de Santos. Já a Interconecta operará a partir de Paulínia/SP, conectando os principais polos industriais, portuários e agroindustriais do país em corredores de longa distância.
A plataforma atenderá embarcadores de agronegócio, energia, mineração, química e carga geral, com sistema digital para monitoramento de emissões e comercialização de créditos de carbono.
Segundo as empresas, a substituição do diesel por GNL, combinada ao biometano, pode reduzir em até 25% as emissões de CO₂ e em até 90% o material particulado. Em escala total, a operação pode evitar cerca de 80 mil toneladas de CO₂ por ano.
“Acreditamos que o GNL será um dos principais vetores de transformação do transporte pesado brasileiro nos próximos anos. Este projeto demonstra que já existe competitividade, escala e infraestrutura para viabilizar essa mudança”, afirmou Demétrio Magalhães, CEO da Edge.
Para Ramon Reis, presidente e CEO do Grupo Nimofast, substituir o diesel na longa distância sempre foi o maior desafio logístico do país. “Ao estruturarmos R$ 8,3 bilhões em compromissos de longo prazo, a GreenTech Logística Integrada prova de forma definitiva que transição energética e retorno financeiro caminham juntos”, pontuou.
Segundo ele, a Interconecta não nasce como uma transportadora tradicional, mas como uma plataforma de infraestrutura sustentável multicliente capaz de evitar 80 mil toneladas de CO2 por ano. “Nosso modelo une eficiência operacional, previsibilidade de custos para os embarcadores e um ecossistema escalável de alta tecnologia, pavimentando um caminho sólido de crescimento e nossa futura evolução para o biometano e soluções carbono-negativas”, disse.
Já Gabriel Bizzo, CEO da Green Cargo, a nova operação muda o “paradigma no transporte de cargas”. Ele explicou que o gás natural e o biometano já se mostram alternativas economicamente viáveis e ambientalmente responsáveis para operações de grande escala. “A Green Cargo quer liderar essa transformação, entregando não apenas veículos, mas todo o ecossistema necessário para acelerar a transição energética da logística brasileira”, declarou.




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