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Equipe econômica conclui plano de resposta a tarifaço dos EUA

  • 25 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura

Portal Be News

24 de julho de 2025 às 10:08

Da Redação

Fonte: Portal Be News / Foto: Diogo Zacarias / MF
Fonte: Portal Be News / Foto: Diogo Zacarias / MF

Proposta será avaliada por ministros antes de ser levada ao presidente; Haddad afirma que negociações seguem difíceis


As áreas técnicas do Ministério da Fazenda, do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços concluíram o desenho de um plano de contingência para mitigar os impactos da elevação tarifária imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (23) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, as medidas devem ser apresentadas na próxima semana ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“A área técnica dos três ministérios envolvidos (Fazenda, Indústria e Relações Exteriores) vão me apresentar amanhã os detalhes. Provavelmente semana que vem nós devemos levar para o presidente (Lula)”, afirmou Haddad, sem antecipar o conteúdo das medidas.

De acordo com o ministro, o plano foi elaborado com base nos parâmetros definidos por ele e pelo vice-presidente e titular da pasta da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin. A proposta ainda passará pela avaliação dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Rui Costa (Casa Civil), antes de ser submetida à deliberação do presidente da República.

Haddad reiterou que a prioridade do governo federal é buscar uma solução por meio do diálogo com o governo dos Estados Unidos, mas reconheceu dificuldades nesse processo. Segundo ele, a Casa Branca tem restringido as tratativas.

“Nós (do Ministério da Fazenda) estamos falando com a equipe técnica da Secretaria do Tesouro (estadunidense), mas não com o secretário Scott Bessent”, disse o ministro. Alckmin, segundo Haddad, tem mantido contato com alguns secretários americanos, mas também não obteve retorno da Casa Branca.

“A informação que chega é que o Brasil tem um ponto, o Brasil tem razão em querer sentar à mesa, mas que o tema está muito concentrado na assessoria da Casa Branca, daí a dificuldade de entender melhor qual vai ser o movimento (dos Estados Unidos)”, acrescentou.

Apesar das barreiras, Haddad afirmou que ainda vê possibilidade de negociação, mencionando como precedente os acordos recentes firmados pelo Brasil com países como Vietnã, Japão, Indonésia e Filipinas. Também citou os avanços no diálogo entre Estados Unidos e União Europeia como um possível sinal positivo.

“Houve boas surpresas em relação a outros países nos últimos dias. Podemos chegar à data de 1º de agosto com algum aceno e alguma possibilidade de acordo, mas para haver acordo precisa haver duas partes sentadas à mesa para chegar a uma conclusão. Não dá para antecipar um movimento que não depende só de nós, mas o Brasil nunca saiu da mesa de negociação”, afirmou.

O ministro também comentou as iniciativas de governos estaduais para auxiliar empresas afetadas pelas tarifas. Haddad elogiou a mobilização, mas ponderou que o impacto das ações locais é limitado diante do volume das exportações atingidas.

“Toda ajuda é bem-vinda, mas são movimentos um pouco restritos, não têm um alcance, porque uma linha de R$ 200 milhões, você está falando de US$ 40 milhões, enquanto estamos falando de US$ 40 bilhões de exportação”, disse o ministro, referindo-se à linha de crédito anunciada pelo governo de São Paulo.

A medida foi divulgada na quarta-feira pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que prometeu crédito de R$ 200 milhões para apoiar empresas paulistas impactadas pelo tarifaço.

Haddad destacou a importância do engajamento dos estados e afirmou que os governadores têm assumido uma nova postura diante da crise.

“É bom saber que os governadores estão mobilizados e percebendo, finalmente, que é um problema do Estado brasileiro. É bom notar que eles estão mudando de posição, deixando de celebrar uma agressão estrangeira ao Brasil. Isso é importante: caírem na real e abandonarem o movimento inicial que fizeram de apoio ao tarifaço contra o Brasil”, declarou.

 
 
 

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