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Estatais acumulam deficit de R$ 7,4 bilhões em 2026 até maio

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Pode 360 - Gabriel Lopes

Publicado em 02 de julho de 2026


Nos últimos 12 meses, empresas acumularam rombo de R$ 9,7 bi; em maio, houve superavit de R$ 0,3 bilhão.



As empresas estatais brasileiras (federais, estaduais e municipais) encerraram os primeiros 5 meses de 2026 com um deficit primário de R$ 7,4 bilhões. No acumulado de 12 meses até maio, o rombo foi a R$ 9,7 bilhões. Os dados foram divulgados na 3ª feira (30.jun.2026) pelo Banco Central e não consideram a Petrobras nem bancos públicos.


Houve uma melhora, no entanto, em maio, com superavit de R$ 0,3 bilhão ante deficit de R$ 1,8 bilhão em abril. Leia a íntegra do relatório do BC (PDF – 394 kB).


Leia abaixo a comparação de 2026 X 2025:


  • maio de 2026 – superavit de R$ 0,3 bilhão (em 2025 houve deficit de R$ 0,9 bilhão);

  • acumulado de 2026 – deficit de R$ 7,4 bilhões (era de R$ 3,6 bilhões no mesmo período de 2025);

  • acumulado de 12 meses – deficit de R$ 9,7 bilhões (era de R$ 7,4 bilhões no acumulado de 12 meses encerrado em maio de 2025).


Os dados recortados por tipo de estatal constam na planilha da autoridade monetária. Confira os resultados primários para as estatais aqui.


Fonte: Poder 360
Fonte: Poder 360

O cenário crítico se consolidou ainda no 1º trimestre do ano. De janeiro a março, as estatais federais registraram um deficit de R$ 4,4 bilhões, o maior valor nominal da série histórica iniciada em 2002. O montante representa alta de 151,2% ante o mesmo período de 2025, quando o saldo negativo havia sido de R$ 1,8 bilhão.


As estatais estaduais seguiram a mesma tendência e fecharam o trimestre com saldo negativo de R$ 1,5 bilhão, também o maior nível da série histórica para o intervalo. A última vez que as federais haviam operado no “azul” em um 1º trimestre foi em 2022, com superavit de R$ 6,6 bilhões.


CONTEXTO FISCAL


Apesar do resultado positivo pontual das estatais em maio, o setor público consolidado (que inclui o Governo Central e os entes regionais) registrou um deficit primário de R$ 56,1 bilhões no mês. Em 12 meses, o rombo acumulado do setor público atingiu R$ 149 bilhões (1,14% do PIB).


O peso dos juros nominais também tem impactado o balanço do Estado. Em maio de 2026, os juros somaram R$ 107,5 bilhões, ante R$ 92,1 bilhões no mesmo mês do ano anterior. No acumulado de 12 meses, a conta de juros já alcançou R$ 1,11 trilhão (8,48% do PIB).


Essa dinâmica contribuiu para que a DLSP (Dívida Líquida do Setor Público) atingisse 67,9% do PIB em maio.


DIVERGÊNCIA METODOLÓGICA


O levantamento do Banco Central exclui as estatais financeiras –como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES– e também a Petrobras.


A autoridade monetária argumenta que seu indicador é relevante para medir o deficit das estatais pela ótica do impacto nas contas públicas e na política fiscal. Segundo o BC, quando uma estatal apresenta necessidade de financiamento, o Tesouro Nacional pode ter de cobrir a lacuna com a emissão de mais dívida ou com recursos arrecadados por impostos.


Responsável por coordenar a gestão das estatais, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos critica a metodologia do BC para medir a saúde financeira das empresas. Para a equipe técnica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os dados financeiros do BC não informam a real saúde financeira das empresas porque não detalham números contábeis, como as receitas, os custos, os ativos, os passivos e o lucro líquido.


O MGI anunciou na 5ª feira (2.jul) que as estatais federais deram lucro de R$ 169,4 bilhões em 2025.

 
 
 

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