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Falhas na sinalização ampliam riscos nas rodovias e exigem atenção no transporte de cargas

há 1 dia
3 min de leitura

ABTLP - Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos

Publicado em 23 de outubro de 2026


Em um setor com cerca de 1,7 milhão de veículos de tração e 1 milhão de implementos rodoviários, identificação adequada dos veículos integra os cuidados com segurança.


Fonte: ABTLP
Fonte: ABTLP

A sinalização é um dos elementos básicos para a segurança no trânsito, seja para orientar os motoristas nas rodovias ou para identificar veículos e operações que exigem cuidados específicos. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), 59,2% das rodovias avaliadas no país apresentam problemas em placas ou marcas longitudinais, enquanto em 21,4% dos trechos federais não há pintura central e lateral. O impacto aparece também na gravidade dos acidentes: em locais sem placas de limite de velocidade, são registradas 19,9 mortes a cada 100 acidentes. Já nos pontos de colisão frontal, 53,9% dos acidentes com vítimas ocorrem onde a linha divisória da pista está apagada ou inexistente.


No Transporte Rodoviário de Cargas, segmento que segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) conta com 1,7 milhão de veículos de tração e 1 milhão de implementos rodoviários, o cuidado com as sinalizações também é fundamental para a segurança das operações. As exigências variam de acordo com a carga e a operação e ganham maior complexidade no transporte de produtos perigosos, em que a identificação permite comunicar os riscos envolvidos, painéis de segurança e demais símbolos aplicáveis, com regras específicas para sua afixação.


Para Oswaldo Caixeta, presidente da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), entidade que representa e defende os interesses de transportadores de cargas do segmento, esses elementos fazem parte dos cuidados necessários para uma operação segura.


“No nosso segmento, os cuidados essenciais são aqueles previstos na regulamentação, que deve ser cumprida integralmente. A sinalização é parte fundamental desse cuidado. A localização, as cores, as dimensões e a disposição dos painéis de segurança e dos rótulos de risco permitem identificar os perigos da carga e orientam a atuação em situações de emergência. O descumprimento dessas exigências pode comprometer a segurança e agravar as consequências de um acidente”, avalia Caixeta.


Além dos riscos à segurança, irregularidades podem resultar em autuações e outros desdobramentos para a operação. A atenção aos detalhes é especialmente importante porque a relação de produtos perigosos reúne substâncias e artigos com diferentes classificações, riscos e exigências de transporte. Conferir a sinalização antes da viagem e manter os profissionais atualizados sobre as normas fazem parte desse processo.


Em uma ocorrência na rodovia, por exemplo, identificar rapidamente o produto transportado auxilia as equipes especializadas na definição dos procedimentos e cuidados necessários. Uma sinalização incorreta pode dificultar essa leitura justamente em um momento em que a informação precisa ser obtida com rapidez.


“Uma equipe especializada em atendimento a emergências precisa de informações essenciais para atuar com segurança. Uma delas é a identificação do produto envolvido na ocorrência, que orienta os procedimentos e os cuidados necessários. Quando a sinalização está incorreta, essa identificação pode ser prejudicada, comprometendo a resposta à emergência e criando riscos adicionais para as equipes, a população e o meio ambiente”, adiciona o presidente da ABTLP.


Para ampliar o conhecimento sobre a correta aplicação dessas regras, a ABTLP desenvolveu em parceria com o SEST SENAT e a ANTT, o curso “Sinalização de veículos e equipamentos para transporte rodoviário de produtos perigosos”, baseado na Resolução ANTT nº 5.998/22 e na ABNT NBR 7500. A formação, que estará disponível gratuitamente no site do SEST SENAT, aborda painéis de segurança, rótulos de risco, símbolos, aplicação da sinalização e infrações relacionadas, com foco em aproximar as exigências técnicas da rotina dos profissionais.


“O curso não substitui qualificações obrigatórias, como o MOPP, mas as complementa, transformando as exigências da legislação em procedimentos práticos para o dia a dia. Dessa forma, contribui para reduzir erros, autuações e riscos, fortalecendo a segurança no transporte de produtos perigosos”, finaliza Caixeta.

 
 
 

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