Fiesp critica MP do Frete Mínimo e prevê repasse dos custos ao consumidor
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Economia UOL
Publicado em 22 de junho de 2026

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) criticou a MP (Medida Provisória) 1.343/2026, que estabelece o piso de contratação de frete, e disse que o texto em debate no Senado tem potencial para encarecer as mercadorias para os consumidores.
O que aconteceu
Fiesp avalia que a proposta foi analisada de forma precipitada com intençoes intenções. A entidade de classe afirma que as mudanças vão ampliar os custos de vida dos brasileiros, com impacto direto nos preços das mercadorias.
Federação vê insegurança jurídica para todas as atividades econômicas. Segundo a Fiesp, a proposta interfere na atuação da agência reguladora do setor de transportes. Além disso, a entidade avalia que o valor mínimo obrigatório de transporte "engessa as negociações".
Entidade estima que o custo para o transporte pode superar o valor dos produtos. A avaliação considera as produções de menor valor agregado. "Chegamos ao absurdo de a logística de transporte de calcário agrícola, insumo essencial para o agronegócio, por exemplo, chegar a custar quase o dobro do valor da carga", afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp.
CNI também já se manifestou contra a aprovação da MP do Frete Mínimo. Em comunicado publicado na semana passada, a Confederação Nacional da Indústria prevê uma elevação média de 16,4% dos custos industriais caso a medida seja aprovada. A associação estima ainda que o impacto deve ser ainda maior para as pequenas e médias empresas da região Nordeste.
Indústiras pedem que o Senado corrija as "as graves distorções" do texto. A cobrança considera o papel do Senado como a casa revisora da proposta aprovada pela Câmara. "Se nada for feito, perde o Brasil e também os motoristas autônomos com a aceleração da verticalização (quando a própria empresa faz o transporte) da frota por parte das empresas", avalia a Fiesp.
