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Governo busca alinhar agenda de transportes com entidades do setor

  • 13 de abr.
  • 3 min de leitura

Portal Be News

Publicado em 13 de abril de 2026


Fonte: Portal Be News
Fonte: Portal Be News

Ministro de Portos e Aeroportos apresenta projetos para 2026 e discute custos logísticos, infraestrutura e escoamento da produção


O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, realizou na última quarta-feira (9) uma visita institucional à Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília. O encontro ocorre no início da nova gestão e integra a agenda de articulação com entidades representativas do setor logístico nacional.


Durante a reunião, o ministro apresentou a agenda de projetos do Ministério de Portos e Aeroportos para 2026, com iniciativas voltadas aos setores portuário, aeroportuário e hidroviário. A visita também contou com a participação de representantes dos diferentes modais sob a gestão do ministério.


A CNT, por sua vez, apresentou suas prioridades para o ano, com foco em temas como eficiência logística, redução de custos operacionais e modernização da infraestrutura de transporte, pontos que dialogam com as ações conduzidas pelo MPor.Na reunião, Tomé Franca destacou a importância do diálogo com o setor para o avanço das políticas

públicas. “Esse encontro reforça nosso compromisso com a construção conjunta de soluções para o desenvolvimento da infraestrutura e da logística no país. O diálogo com entidades como a CNT é fundamental para alinhar prioridades, ampliar investimentos e garantir mais eficiência aos diferentes modais de transporte”, afirmou.


A CNT mantém relação ativa com o Ministério de Portos e Aeroportos e participa de iniciativas conjuntas voltadas ao fortalecimento do setor. Entre elas está o acordo de cooperação firmado em 2025, que prevê ações nas áreas de qualificação profissional, segurança, saúde e qualidade de vida de trabalhadores do setor, além da realização de eventos e estudos voltados à governança da navegação interior.


A entidade também tem atuado em agendas como a digitalização dos portos, por meio do programa Porto Sem Papel e em iniciativas de inovação e sustentabilidade no setor de transportes.


Produção agropecuária


O ministro Tomé Franca também esteve na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na manhã da última quarta-feira (8), onde foi recebido pelo presidente da instituição, João Martins. Na ocasião, discutiram os principais entraves ao escoamento da produção agropecuária e a necessidade de ampliar a malha hidroviária como estratégia para reduzir custos logísticos, bem como elevar a competitividade do agro brasileiro.


Ao colocar a estrutura ministerial à disposição da CNA, Tomé Franca destacou a importância de parcerias estratégicas entre as duas instituições para viabilizar avanços no escoamento da produção por meio de portos, aeroportos e hidrovias. Em contrapartida, João Martins ressaltou que a Confederação conta com uma área técnica dedicada à logística e infraestrutura, capaz de contribuir com pesquisas e estudos voltados à expansão das hidrovias no país.


Hidrovias


Na Confederação Nacional da Indústria (CNI), onde esteve na última terça-feira (7), o ministro Tomé Franca apresentou um balanço das concessões de portos e aeroportos nos últimos anos, com destaque para o leilão do Aeroporto Internacional Tom Jobim (RioGaleão). O terminal foi arrematado por R$ 2,9 bilhões pela concessionária Aena no fim de março.


A infraestrutura hidroviária também esteve no centro das discussões entre o ministro e o presidente da CNI, Ricardo Alvarez Alban. “Essa é uma pauta extremamente relevante para nossa instituição”, afirmou Alban, ao destacar benefícios como maior segurança à navegação, ampliação das operações de dragagem e expansão da conectividade no interior do país.


Franca e Alban trataram ainda das Caravanas da Inovação Portuária, iniciativa itinerante do Ministério em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), com apoio da CNI. Além de servir como espaço de troca de experiências, as Caravanas oferecem uma visão concreta dos desafios e oportunidades presentes nos ambientes portuários e industriais, fomentando o intercâmbio de ideias e soluções com base na realidade local.

 
 
 

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