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Governo vai criar programa nacional para CNH profissional gratuita



Na tarde de ontem, 24 de janeiro, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, assinou um protocolo de intenções com o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, para qualificar o público do Cadastro Único com a obtenção de carteiras profissionais para dirigir ônibus ou caminhões. A medida visa reduzir o déficit de motoristas profissionais no país.


De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a novidade vai atender diretamente às demandas de emprego das empresas de transporte, preenchendo as vagas disponíveis, e impulsionando a economia.

“A gente vai trabalhar para ir ao Cadastro Único, para dar oportunidade para que essas pessoas possam ter uma qualificação adequada, feita por quem entende do setor de transportes. A partir daí, é criar um cadastro-reserva para que as empresas façam a contratação”, explicou Wellington Dias.

O ministro destacou que o emprego formal gera mais segurança para as pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade. “Além do salário, a pessoa terá direito aos benefícios do próprio setor de transporte, suporte à saúde, inclusive odontológico. Ou seja, um conjunto de benefícios de um emprego seguro”.

A parceria vai garantir a capacitação, por parte da CNT, dos inscritos no Cadastro Único interessados em adquirir carteira profissional de ônibus ou caminhão. As pessoas que se formarem têm grande chance de saírem empregadas, com salários acima de R$ 3 mil, em média, além de uma série de benefícios como plano de saúde e FGTS.

O presidente da CNT, Vander Costa, explica que o objetivo é qualificar a mão de obra para as empresas de transportes. “A demanda de motorista profissional já existe. A gente quer utilizar o convênio para pegar pessoas do Cadastro Único e transformá-las de motorista comum para motorista profissional”.

Vander Costa acrescenta que a demanda das empresas de transporte não fica restrita aos grandes centros, mas é uma realidade em todo o país. “A gente está garantindo a qualificação e o emprego. Todos aqueles que aceitaram o desafio vão sair, com certeza, com carteira profissional assinada, que garante todos os benefícios do trabalhador formal. Isso porque as vagas já existem”.

O secretário de Inclusão Socioeconômica, Luiz Carlos Everton, explica que a parceria entre o MDS e a confederação vai além do emprego, pois vai abrir possibilidades de empreendedorismo. “A confederação vai promover feiras de empreendedorismo em todo o país, onde o MDS vai fazer parte, incentivando as pessoas do Cadastro Único que têm o perfil para empreender”, finalizou.

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