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Haddad acusa extrema direita de barrar encontro com secretário dos EUA

  • 12 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Portal Be News

12 de agosto de 2025 às 9:14

Da Redação

Fonte: Portal Be News / Foto: Diogo Zacarias / MF
Fonte: Portal Be News / Foto: Diogo Zacarias / MF

Segundo o ministro, reunião prevista para quarta-feira foi cancelada após ação política de aliados de Donald Trump junto à Casa Branca


Prevista para acontecer nesta quarta-feira (13), a reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, foi cancelada. O próprio Haddad confirmou a informação e atribuiu a decisão a uma articulação da extrema-direita norte-americana.

“A militância antidiplomática dessas forças de extrema direita que atuam junto à Casa Branca teve conhecimento da minha fala, agiu junto a alguns assessores, e a reunião virtual que seria na quarta-feira foi desmarcada”, afirmou o ministro, em entrevista ao canal GloboNews na segunda-feira (11).

Segundo Haddad, a informação sobre o cancelamento chegou por e-mail “um ou dois dias depois” de o próprio Bessent ter anunciado publicamente a reunião. “Agiram junto a alguns assessores do presidente Trump, e a reunião com ele, que seria virtual na quarta-feira, foi desmarcada e não foi remarcada até agora”, disse. Ele contou ainda que a justificativa apresentada foi “falta de agenda”, mas ressaltou que a motivação não foi econômica. “Uma situação bem inusitada. O que fica claro para nós é que a questão comercial não está em foco”, completou.

A agenda entre Haddad e Bessent vinha sendo costurada desde maio, quando os dois se encontraram na Califórnia. Na semana retrasada, o ministro revelou que o secretário o havia procurado para discutir o tarifaço imposto pelo governo Donald Trump sobre produtos brasileiros. Inicialmente, o encontro seria realizado por videoconferência e, depois, estendido a uma conversa presencial.

“A assessoria do secretário Bessent fez contato conosco ontem (dia 30) e, finalmente, vai agendar uma segunda conversa. A primeira, como eu havia adiantado, foi em maio, na Califórnia. Haverá agora uma rodada de negociações e vamos levar às autoridades americanas nosso ponto de vista”, declarou Haddad no último dia 31.

O ministro também criticou o fato de o Brasil estar recebendo um tratamento diferente em relação a outros países e blocos econômicos que já conseguiram negociar com o governo Trump. “A União Europeia, o Japão e a Coreia do Sul conseguiram avançar em tratativas. O Brasil, por outro lado, não está tendo o mesmo espaço”, apontou.



 
 
 

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