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Implantação de seis terminais deve elevar em 80% o escoamento em Miritituba

  • há 22 minutos
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Portal Be News

Atualizado em 23 de julho de 2026


Fonte: Portal Be News
Fonte: Portal Be News

Novos terminais impulsionam crescimento logístico no Pará e reforçam rota do Arco Norte para exportação de grãos do Centro-Oeste


A capacidade de escoamento de cargas por Miritituba, no Pará, poderá saltar de 17 milhões para 30 milhões de toneladas nos próximos cinco anos — um avanço superior a 80%. A expansão será impulsionada pela implantação de seis novos terminais na região, uma das principais portas de saída da produção agrícola do Centro-Oeste pelo Arco Norte.


A projeção foi apresentada pelo diretor do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado do Pará (Sindopar), Renato Freitas de Miranda, durante painel do Centro-Oeste Export 2026, realizado nesta quinta-feira (23), em Rio Verde (GO).


Segundo ele, o avanço dos empreendimentos demonstra a preparação dos operadores do Norte para absorver o crescimento da produção de grãos de estados como Mato Grosso e Goiás.


“Em Miritituba foram escoadas 17 milhões de toneladas no último ano. Em uma visita recente, pude acompanhar o avanço expressivo de seis novos terminais em fase de implantação. A expectativa é que a capacidade salte para 30 milhões de toneladas nos próximos cinco anos”, afirmou.


Localizado no município de Itaituba, Miritituba concentra estações de transbordo utilizadas na transferência de cargas transportadas pela BR-163 para barcaças. A partir dali, os produtos seguem pelos rios da região até terminais marítimos, de onde são embarcados para o mercado internacional.


A rota tornou-se uma alternativa aos corredores tradicionais das regiões Sul e Sudeste, sobretudo para cargas produzidas no norte de Mato Grosso. A redução da distância rodoviária até os portos e o uso das hidrovias estão entre os fatores que ampliaram a participação do Arco Norte no escoamento da safra.


Miranda defendeu que o crescimento da produção brasileira exigirá investimentos simultâneos nas diferentes regiões portuárias. Na avaliação dele, os portos do Norte, Sudeste e Nordeste não competem necessariamente pela mesma carga, mas formam uma rede complementar.


“Atualmente, a infraestrutura nacional é interdependente. Não se pode prescindir de uma região em detrimento da outra. O Brasil precisa investir continuamente em infraestrutura, pois a produção do agronegócio continuará crescendo e exigirá novas rotas de exportação”, declarou.


Além de Miritituba, o representante do Sindopar destacou projetos no Porto de Vila do Conde. Entre eles está o terminal VDC29, com capacidade prevista de sete milhões de toneladas.


Os operadores também avaliam alternativas para diversificar as cargas movimentadas no complexo paraense, incluindo granéis líquidos. Enquanto novos empreendimentos avançam nos processos de licenciamento ambiental, o setor tem adotado soluções operacionais para aumentar a produtividade das estruturas existentes.


Entre as iniciativas mencionadas estão o uso de estações de transbordo e a ampliação do número de carregadores de navios (shiploaders). Em Santarém, a instalação de um segundo equipamento sobre balsa também contribuiu para ampliar a capacidade operacional.

 
 
 

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