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“Inflação não está na meta em nenhum horizonte até 2028”, diz Galípolo

  • 7 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Em São Paulo, presidente do Banco Central reiterou que taxa de juros permanecerá num patamar elevado por período bastante longo

Metrópoles

06/10/2025 13:01, atualizado 06/10/2025 15:21

Igo Estrela/Metrópoles
Igo Estrela/Metrópoles

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, destacou, nesta segunda-feira (6/10), que a meta da inflação (de 3% ao ano) não está sendo atingida “em nenhum horizonte até 2028”. A afirmação foi feita durante palestra no ciclo de debates “O Brasil na visão das lideranças públicas”, realizado pela Fundação Fernando Henrique Cardoso (FHC), em São Paulo.

Galípolo reiterou que o BC trabalha com a meta de 3% ao ano e não com o valor da chamada “banda superior”, de 4,5%. “A meta é 3%. Não foi dada a liberdade ao Banco Central de interpretar esse comando legal de forma diferente. Isso não é uma sugestão”, disse. “A banda serve para absorver choques. E a inflação está em 5,1%, bastante acima da banda superior.”

Galípolo observou ainda que a “desancoragem das expectativas” sobre o ritmo de aumento de preços no país é um tema que preocupa o BC. “E a inflação não está na meta em nenhum horizonte até 2028”, afirmou, citando os dados dos relatório Focus, a pesquisa semanal do BC feita com integrantes do mercado financeiro, e o Firmus, que alcança integrantes de outros setores da economia.

“Esse é um indicativo de bastante incômodo”, disse Galípolo, referindo-se à desancoragem. Ele notou que, por causa do processo de convergência lenta para a meta, o Banco Central vem reiterando que enxerga a manutenção da taxa de juros num patamar restritivo por um período de tempo “bastante prolongado”. “É isso o que a gente tem dito para produzir esse tipo de convergência”, afirmou.

 
 
 

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