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Operação Carbono Oculto fecha 49 postos suspeitos de ligação com o PCC

Operação fechou postos no Piauí, Maranhão e Tocantins; ação investiga irregularidades em combustíveis, com fraudes tributárias e estelionato

Metrópoles

05/11/2025 07:47, atualizado 05/11/2025 12:24

Fonte: Divulgação/SSP-PI
Fonte: Divulgação/SSP-PI

Pelo menos 49 postos de combustíveis foram interditados nesta quarta-feira (5/11) durante a Operação Carbono Oculto 86, realizada no Piauí, Maranhão e Tocantins. A ação tem como objetivo desarticular o esquema financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs eram usados pelo grupo para aplicar fraudes no mercado de combustíveis e dissimular a origem de seu patrimônio. A SSP-PI atualizou o número de postos para 49 no decorrer da manhã.

A operação investiga diversas irregularidades em combustíveis, com desdobramentos em lavagem de capitais, fraudes tributárias e estelionato.

A operação identificou ligação entre empresários locais e os mesmos fundos e operadores alvos da investigação.


Os postos interditados estão localizados nas cidades:


  • Piauí: Teresina, Lagoa do Piauí, Demerval Lobão, Miguel Leão, Altos, Picos, Canto do Buriti, Dom Inocêncio, Uruçuí, Parnaíba e São João da Fronteira;

  • Maranhão: Caxias, Alto Alegre e São Raimundo das Mangabeiras;

  • Tocantins: São Miguel do Tocantins.


Operação Carbono Oculto


A Operação Carbono Oculto foi deflagrada em 28 de agosto de 2025 com o objetivo de desmantelar um esquema de fraudes e de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. É a maior operação contra o crime organizado da história do país, segundo a força-tarefa que envolve o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Receita Federal.

Estão na mira da investigação vários elos da cadeia de combustíveis controlados pelo crime organizado, desde importação, produção, distribuição e comercialização ao consumidor final a elos finais de ocultação e blindagem do patrimônio, via fintechs e fundos de investimentos.

Segundo a Receita Federal, uma rede de 1.200 postos movimentou mais de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, mas pagou apenas R$ 90 milhões (0,17%) em impostos. Para lavar dinheiro do esquema, o grupo teria usado 40 fundos com patrimônio de R$ 30 bilhões, geridos por operadores da Faria Lima, centro financeiro do país.


 
 
 

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