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Perda de grãos nas estradas ainda é um grande desafio logístico no Brasil

  • há 19 minutos
  • 2 min de leitura

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Publicado em 27 de maio 2026


Fonte: Blog do Caminhoneiro
Fonte: Blog do Caminhoneiro

Todos os anos, uma boa parte da safra de grãos colhida nos interiores do Brasil se perde nas rodovias. Essa perda, de acordo com algumas análises, pode chegar a até 5%, o que acende um importante alerta em uma safra total de mais de 350 milhões de toneladas.


Essa perda nas estradas se deve à uma série de fatores, envolvendo caminhões com problemas nas carrocerias, vibrações excessivas provocadas pelo asfalto ruim e até excesso de carga.


Nas redes sociais, o Vice-Presidente do Banco Safra, Pedro Coutinho, destacou a cena de um caminhão derramando carga sem parar em um trecho da Rodovia Bandeirantes, em São Paulo.


“Hoje, domingo, viajando pela Rodovia dos Bandeirantes em direção a São Paulo, uma cena me chamou atenção: dezenas de caminhões carregados de soja rumo ao Porto de Santos. O agro brasileiro, mais uma vez, mostrando sua força, sua escala e sua importância para a economia do País”, destacou o executivo, na publicação, que completa: “Mas junto com a admiração, veio também uma reflexão importante sobre o chamado “Custo Brasil”. Gravei um caminhão transportando soja e era impressionante a quantidade de grãos caindo pela estrada. Fiquei pensando: quanto o Brasil perde, silenciosamente, todos os dias, do Mato Grosso até Santos?”


Essa enorme perda logística, que, se chegar aos 5% pode totalizar mais de 15 milhões de toneladas, faz parte de um enorme custo para o setor produtivo no Brasil.


A grande dependência do modal rodoviário, responsável por quase 70% do transporte de grãos, amplifica o problema, ao contrário de países como os EUA, com maior uso de ferrovias.


As rodovias brasileiras, muitas não pavimentadas ou mal-conservadas, combinadas com caminhões antigos, desgastados ou mesmo inadequados, aumentam esse constante derrame de cargas nas rodovias.


“O agronegócio brasileiro é extremamente competitivo “da porteira para dentro”. Temos produtividade, tecnologia, genética, gestão e muita capacidade empreendedora. Mas “da porteira para fora”, ainda enfrentamos velhos desafios de infraestrutura e logística. Cada grão perdido na estrada significa menos eficiência, menos competitividade e menos riqueza para o País”, completa Coutinho.

 
 
 

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