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Raízen pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 65 bi em dívidas

  • há 7 dias
  • 2 min de leitura

UOL - João José Oliveira

Publicado em 11 de março de 2026

Fonte: UOL - Imagem Thais Folego
Fonte: UOL - Imagem Thais Folego

Raízen, controlada por Cosan e Shell, quer renegociar R$ 65,1 bilhões com bancos e donos de títulos como debêntures e CRIs. Compromissos com clientes, fornecedores e funcionários seguem normalmente


A Raízen, empresa de energia, açúcar e álcool e distribuidora de combustíveis, controlada pela brasileira Cosan e pela britânica Shell, anunciou acordo de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de R$ 65,1 bilhões. O processo inclui compromissos com bancos e investidores que detém títulos da companhia. Já fornecedores e funcionários e outros pagamentos operacionais seguem normais.


O que aconteceu


Raízen anuncia recuperação extrajudicial. A empresa de energia controlada pela Cosan e pela Shell, que atua no setor de energia produzindo e distribuindo combustíveis, fechou acordo com credores para dívidas de R$ 65,1 bilhões. É a maior desse tipo por valor nominal na economia brasileira.


Empresa é controlada por Cosan e Shell. A empresa brasileira de açúcar e álcool e a petroleira britânica possuem cada uma 44% das ações com direito a voto da Raízen. Outros 12% estão no mercado, em ações negociadas por investidores e acionistas minoritários


Acordo com donos de 47% das dívidas envolve bancos e donos de títulos. O processo diz respeito aos principais credores financeiros quirografários, ou seja, sem garantias, incluindo empréstimos bancários e títulos, como debêntures, bonds internacionais e CRIs (Certificados de Crédito Imobiliário).


Grupo Raízen passa a ter prazo de 90 dias para ampliar acordo com outros credores. Dentro desse período, a empresa precisa obter o percentual mínimo necessário à homologação do seu plano de recuperação extrajudicial, assegurando, assim, a vinculação de 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento a serem definidos no plano.


Recuperação extrajudicial é diferente de recuperação judicial. A principal diferença é que, na recuperação extrajudicial, a negociação ocorre de forma mais privada e direta, entre a empresa e os credores. Já na recuperação judicial, todo o processo é supervisionado pelo Judiciário desde o início.


Pagamentos de juros e do principal ficam suspensos nesse período. Os investidores e bancos que têm a receber terão que aguardar o processo de recuperação extrajudicial. Nessa sexta-feira, por exemplo, um dos CRIs da empresa teria pagamento de R$ 1 bilhão, que fica suspenso.


Empresa pode transformar dívida em participação acionária. O plano da Raízen para reduzir o endividamento inclui capitalização do grupo pelos seus acionistas, principalmente Cosan e Shell, conversão de parte dos créditos em participação acionária nacompanhia; substituição de parte dos compromissos por novas dívidas; além de reorganizações societárias que seguegue parcela dos negócios atualmente conduzidos pelo Grupo Raízen e venda venda de ativos da empresa.


Operação continua normal, diz Raízen. A companhia ressaltou no comunicado que a recuperação extrajudicial tem escopo estritamente financeiro. Assim, não abrange as dívidas e obrigações do grupo com seus clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios "essenciais para a sua operação e continuidade de suas atividades, as quais permanecem vigentes e continuarão sendo cumpridas normalmente nos termos dos respectivos contratos".


"As operações do Grupo Raízen seguem sendo conduzidas normalmente, no atendimento a clientes, na relação com fornecedores e na execução de seus planos de negócios". - Raízen, em comunicado

 
 
 

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