Reforma Tributária impulsiona tecnologia na logística: 80% das empresas apostam na automação
- 16 de jul.
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Mundo Logística
Publicado em 15 de julho de 2026
Estudo realizado Edenred Mobilidade buscou entender como as companhias estão avaliando os impactos financeiros e operacionais da nova estrutura tributária.

A Reforma Tributária, cuja implementação começa em 2026, com transição total até 2033, representa uma mudança para o setor logístico brasileiro. A adoção do modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), com cobrança no destino, traz novidades na apuração e recolhimento de tributos, além de exigir maior rigor na emissão e rastreabilidade de documentos fiscais.
Diante dessas alterações, empresas que ainda utilizam processos manuais ou sistemas descentralizados precisam se adaptar às novas exigências fiscais, especialmente diante da necessidade de rastreabilidade integral de documentos como CT-e, CT-e OS, NF-e, NFS-e e BP-e.
Nesse contexto, a Edenred Mobilidade realizou o estudo “Panorama entre empresas sobre a Reforma Tributária”, com representantes de mais de 90 empresas do país. O levantamento buscou entender como as empresas estão avaliando os impactos financeiros e operacionais da nova estrutura tributária — e os dados mostram um mercado ainda dividido entre expectativa de ganho de eficiência e insegurança sobre a adaptação.
Entre as empresas consultadas, 43% projetam uma redução de custos operacionais com a reforma, enquanto 22% esperam aumento. Entre as que esperam mais eficiência financeira, quase metade (49%) prevê impactos leves, com redução de até 5% nos custos.
Já entre os que esperam aumento, 6 em cada 10 empresas preveem um impacto moderado, com elevação entre 5% e 15% nos custos. Em contrapartida, apenas 12% acreditam que a mudança não deve gerar impactos relevantes nas operações.
Além disso, os números indicam que, mais do que uma discussão tributária, a reforma passou a ser tratada como um desafio estrutural de gestão operacional e tecnológica. Não por acaso, a principal prioridade das empresas para enfrentar a transição é a automação de processos, apontada por 80% dos respondentes.
Em seguida aparece a necessidade de acesso a informações mais claras e orientação técnica sobre as mudanças (67%). Questões tradicionalmente associadas à implementação, como disponibilidade de equipe (32%) e orçamento para novos processos (24%), aparecem em segundo plano.
“Para manter competitividade e boas margens de lucro, quem faz gestão de frotas, abastecimento e de custos logísticos, de forma geral, precisa implementar ferramentas tecnológicas e automação”, afirmou o Diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes. “A nova tributação exigirá rastreabilidade de ponta a ponta para garantir a emissão correta dos documentos fiscais. As empresas que investirem em inteligência de dados conseguirão transformar essa obrigatoriedade em uma vantagem competitiva concreta”.
Segundo Fernandes, o estudo mostrou que o mercado já entende que a adaptação à Reforma Tributária não dependerá apenas de adequação fiscal, mas da capacidade das empresas de integrar informações e aumentar a visibilidade sobre toda a cadeia logística.
“As empresas mais preparadas serão aquelas que conseguirem transformar dados operacionais em inteligência de gestão, com processos conectados, automatizados e maior capacidade de tomada de decisão”, ressaltou.




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