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Regularização no RNTRC cresce 128% após revalidação da ANTT

  • há 31 minutos
  • 2 min de leitura

Mundo Logística

Publicado em 09 de julho 2026


Para o advogado Cristiano José Baratto, regularidade cadastral passou a ser um ativo para as transportadoras, pois influencia a capacidade de contratar e atender clientes.


Fonte: Mundo Logística
Fonte: Mundo Logística

De acordo com o Anuário TRC 2025, as transportadoras brasileiras ampliaram em 128% a regularização dos registros no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC). Segundo levantamento da agência, o número de Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas (ETCs) — categoria que reúne as pessoas jurídicas habilitadas para o transporte rodoviário remunerado de cargas — passou de 123.003 para 280.036 registros ativos, pendentes ou suspensos até dezembro de 2025.


Para o advogado e especialista em Direito aplicado ao transporte e à logística, Cristiano José Baratto, a recuperação dos registros demonstra que a conformidade passou a ocupar um papel estratégico na gestão das transportadoras.


“As transportadoras perceberam que manter o cadastro em conformidade deixou de ser apenas uma obrigação legal para se tornar um requisito essencial para operar em um mercado cada vez mais fiscalizado, digitalizado e exigente”, analisou o advogado.


Na avaliação de Baratto, o dado revela uma mudança importante na forma como o setor passou a enxergar a regulação. “Durante muitos anos, questões cadastrais e regulatórias eram tratadas como demandas administrativas. Hoje elas impactam diretamente a continuidade das operações”, destacou.


Segundo o advogado, a regularidade cadastral passou a ser um ativo para a empresa, porque influencia a capacidade de contratar, atender clientes e responder às exigências dos órgãos reguladores.


FISCALIZAÇÃO DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS


O advogado ainda observou que essa transformação acompanha a evolução da própria fiscalização do transporte rodoviário de cargas, que vem se tornando mais integrada e orientada por dados.


Atualmente, além do RNTRC, a atividade é acompanhada por ferramentas como o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), utilizado para registrar operações de transporte remunerado, pelo Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), que reúne eletronicamente as informações das cargas transportadas.


Segundo ele, o desafio atual não é somente transportar cargas com eficiência, mas demonstrar conformidade durante toda a operação. “Quando analisamos o anuário como um todo, é possível perceber que ele retrata um setor muito mais monitorado do que há alguns anos. Isso significa que as empresas precisam investir não apenas em frota e operação, mas também em processos internos, organização documental e governança”, afirmou.


Outro indicador reforça esse cenário: o Anuário TRC 2025 registra a emissão de 124 mil novos registros no RNTRC, o maior volume da série histórica e cerca de 50% superior ao observado em 2015.


Para Baratto, o crescimento do cadastro confirma a expansão do setor, mas também amplia a responsabilidade das empresas. “Quanto maior o volume de operações, maior também é a exposição a riscos regulatórios, contratuais e operacionais. Isso exige uma postura preventiva por parte das transportadoras”, complementou.


Na visão do especialista, o relatório mostra que o transporte rodoviário brasileiro está entrando em uma nova fase, em que eficiência operacional e conformidade caminham juntas.

 
 
 

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