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Western Star vai pagar US$ 160 milhões a caminhoneiro que ficou tetraplégico em acidente

  • 16 de set. de 2024
  • 2 min de leitura

Imagem divulgação


A fabricante de  caminhões norte-americana Western Star foi condenada ao pagamento de US$ 160 milhões a um caminhoneiro que ficou tetraplégico após um grave acidente em 2023, enquanto estava dirigindo um  caminhão fabricado naquele ano.

De acordo com a empresa de advocacia Beasley Allen, uma caminhonete colidiu com o caminhão que Leonard Wiley Street dirigia. Após essa colisão, o caminhão carregado de madeira saiu da estrada e capotou.

Por conta da estrutura da cabine não suportar o impacto, o caminhoneiro teve uma fratura grave nas vértebras do pescoço. Os advogados alegaram que o teto do caminhão foi esmagado significativamente, e o caminhão não era equipado com sistemas de segurança adicionais, como assento do motorista retrátil, que se abaixa no piso da cabine em caso de acidente.

O caso foi julgado pelo Tribunal de Circuito do Condado de Clarke, no estado norte-americano do Alabama. A Daimler Trucks North America, proprietária da marca Western Star, se defendeu, dizendo que o fato de o caminhão ter capotado completamente afetou severamente a estrutura da cabine, e nenhuma estrutura suportaria tal impacto.

Os advogados, no entanto, conseguiram provar que o design estrutural do caminhão não era seguro o suficiente, e mesmo um tombamento lateral poderia ser grave por conta dessa falha estrutural.

De acordo com a empresa, o caminhão Western Star fabricado em 2023 que Leonard dirigia no momento do acidente foi projetado em 1995, e o projeto permaneceu praticamente sem mudanças em quase 30 anos.

Além disso, os sistemas de segurança adicionais não funcionaram como deveriam, e foi considerado que a Daimler e a Western Star projetaram e fabricaram um caminhão com defeitos.

Os capotamentos representam o tipo de acidente mais prejudicial para motoristas de caminhão, e a Daimler falhou em aumentar a resistência da cabine por quase 30 anos, apesar de ter esse conhecimento.

Agora, a montadora terá que fazer o pagamento da indenização ao caminhoneiro, totalizando US$ 160 milhões, ou R$ 882 milhões em conversão direta.

 
 
 

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