Brasil amplia compras internacionais e enfrenta entraves em operações cross-border
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Mundo Logística
Publicado em 06 de julho de 2026
Segundo o “DHL E-Commerce Trends Report 2026”, taxas, impostos alfandegários, custos de entrega e prazos longos limitaram o crescimento dessas compras.

Os consumidores brasileiros estão ampliando as compras internacionais, segundo o “DHL E-Commerce Trends Report 2026”. O levantamento revelou que 82% dos entrevistados compram produtos da China, 56% dos Estados Unidos e 11% da Argentina. Ao mesmo tempo, taxas e impostos alfandegários (58%) e custos de entrega ou prazos longos (47%) foram os principais obstáculos para as operações cross border.
De acordo com a DHL E-Commerce, esses aspectos geram desafios operacionais que prejudicam a jornada de compra. Nos últimos três meses, por exemplo, 79% dos consumidores abandonaram itens nos carrinhos devido a taxas, impostos ou cobranças inesperadas. Para 47% dos entrevistados, o frete grátis é o principal incentivo para finalizar a compra.
Quando questionados sobre os próximos cinco anos, 65% dos consumidores disseram que comprariam mais em varejistas internacionais se os varejistas oferecessem entrega gratuita. A maior clareza sobre os prazos de entrega (58%) e a oferta de pagamentos seguros com proteção ao comprador (54%) também incentivariam compras dos brasileiros.
A sustentabilidade também segue influenciando o comportamento de compra. De acordo com o levantamento, 46% dos consumidores do país já adquiriram produtos feitos com materiais reciclados.
CONSUMIDOR BRASILEIRO NO E-COMMERCE
De acordo com a pesquisa, os consumidores brasileiros que compram no e-commerce estão se destacando como os mais orientados em relação à conveniência e também como os mais digitalmente engajados do mundo. Além da demanda de compras interncionais, o estudo destacou um mercado marcado pela adoção acelerada do social commerce e expectativas crescentes por experiências de entrega mais rápidas e transparentes.
O mapeamento apontou que 96% dos brasileiros ouvidos se identificam como “Compradores por Conveniência” e 94% como “Caçadores de Ofertas”. Em relação ao social commerce, 69% dos respondentes já compraram pelo TikTok, seguido por Instagram (67%) e Facebook (59%).
Ofertas e descontos são o principal fator que leva os brasileiros a comprar pelas redes sociais, apontado por 71% dos entrevistados. Além disso, 53% afirmaram que pretendem navegar e realizar mais compras por aplicativos nos próximos cinco anos.
Os consumidores brasileiros também se mostram mais abertos a recursos de Inteligência Artificial, desde que aumentem confiança, segurança e transparência.
As capacidades mais desejadas para os próximos cinco anos incluem a detecção de fraudes (61%), informações de sustentabilidade para apoiar decisões eco-friendly (59%) e a reposição automática de produtos que o cliente possa gostar, esteja acabando ou tenha assinatura (59%). Apesar do interesse, 65% ainda têm preocupações com privacidade, confiança e segurança, reforçando a necessidade de uma jornada com IA mais responsável.
“O Brasil se destaca pela poderosa combinação de comportamento orientado à conveniência e rápida adoção digital. Do crescimento do social commerce à demanda cross border, os consumidores brasileiros estão moldando o futuro do varejo online em toda a América Latina”, afirmou o CEO Global da DHL eCommerce, Pablo Ciano.
DEMANDA DAS VAREJISTAS
Para atender às expectativas crescentes, a DHL recomendou que os varejistas invistam em reforçar velocidade, confiabilidade e transparência na entrega, oferecer experiências cross border confiáveis e sem atritos.
Além disso, indicou para as empresas disponibilizar pagamentos seguros e proteção ao comprador, desenvolver recursos de IA focados em detecção de fraudes e sustentabilidade, apoiar o ecossistema crescente de social commerce e reduzir atritos alfandegários com preços e comunicação mais claros.
“Aqueles que fecharem essas lacunas estarão mais bem posicionados para capturar crescimento em um dos mercados de e-commerce mais dinâmicos e digitalmente engajados da América Latina”, avaliou Ciano.
